Uma peça para combater a violência contra as mulheres

Segundo dados da Amnistia Internacional, pelo menos, uma em cada três mulheres já foi vítima de violência. Assim, um grupo de actores do Intervalo Grupo de Teatro, com o apoio da APAV, decidiu levar à cena a peça “Monólogos das Flores Violadas” – quatro histórias que aconteceram no Brasil, mas que podiam até ter acontecido na sua rua.

“Monólogos das Flores Violadas” é um projecto que conta quatro estórias verdadeiras, passadas no interior do Brasil, mas que, infelizmente, a cada dia que passa, acontecem um pouco por todo o mundo. Em Portugal, a APAV conta cerca de seis mulheres, por semana, que são vítimas de crimes contra a vida.

Criada por Cacá Araújo – dramaturgo e encenador Brasileiro – esta peça alerta para uma dura realidade, através da dor de quatro mulheres violentadas, abusadas e quebradas por um destino, que em nada se assemelha a um conto de fadas.

João Pinho, encenador da peça, revela que “Segundo dados da Amnistia Internacional, pelo menos, uma em cada três mulheres de todo o mundo já foi agredida, coagida a ter relações sexuais ou sofreu outros tipos de abuso. Assim, decidi ter um papel activo na luta contra este tipo de violência e esse é o principal intuito deste trabalho – despertar consciências para ajudar a travar este flagelo.”

Quatro actrizes dão voz, corpo e alma às estórias de outras tantas mulheres, que sofreram numa qualquer idade e, no dia-a-dia, os abusos monstruosos daqueles que estavam perto, ou até mesmo de estranhos. Mulheres que deixam o seu testemunho, para captar a atenção de uma sociedade global que teima em não ver, e vira as costas a valores morais e Direitos Humanos.

Com o apoio e presença da APAV, a estreia de “Monólogos das Flores Violadas” está marcada para o Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres, 25 de Novembro, no Auditório Municipal Lourdes Norberto.

Ver cartaz  “Monólogos das Flores Violadas”

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