Vinhos Poeira e Pó de Poeira distinguidos nos EUA

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Os vinhos portugueses voltam a estar em alta no estrangeiro, desta vez foram os tintos ‘Poeira’ e o ‘Pó de Poeira’, ambos da colheita de 2009, que obtiveram, respectivamente, 94 e 92 pontos e foram considerados vinhos com factor “wow” no site do crítico de vinhos norte-americano Robert Parker.

A performance do ‘Pó de Poeira branco 2010’ esteve igualmente em destaque com 90 pontos.

O ano de 2009 foi sem dúvida de excelência para o tinto ‘Pó de Poeira’ do casal Jorge Moreira e Olga Martins, proprietários da Quinta do Poeira. Quem o confirma é Mark Squires, o provador dos vinhos portugueses, na sua avaliação publicada este mês no site de Robert Parker. O autor chega mesmo a elegê-lo como a melhor opção do Douro no que toca aos vinhos intitulados de “segunda linha” / gama média.

Este é um tinto que resulta de um blend de vinhas velhas (50%) com castas de plantio mais recente – Sousão, Touriga Franca e Touriga Nacional –, seguido de um estágio de doze meses em barricas de carvalho usado.

O ‘Poeira’ é o ícone desta dupla de sucesso, tendo a colheita de 2009 alcançado 94 pontos nesta mesma avaliação. É criado, exclusivamente, a partir de uvas de vinhas velhas, o que lhe confere atitude, corpo e persistência. Segundo Mark Squires, é um vinho de terroir, limpo e translúcido, que vai, contudo, ganhar e mostrar-se mais complexo com o passar do tempo (é um vinho com elevado potencial de envelhecimento). É envolvente, intenso e poderoso, mas ao mesmo tempo elegante e gracioso.

A nível nacional, a Revista de Vinhos colocou-o no topo (em primeiro lugar ex-aequo) dos grandes tintos do Douro e o jornalista e crítico João Paulo Martins considerou-o um dos ‘Melhores do Ano’ no seu Guia de Vinhos.

A Quinta do Poeira viu também o seu branco ‘Pó de Poeira’ – Alvarinho (85%) e Gouveio (15%) com estágio de seis meses em madeira – entrar no ranking com 90 pontos. Nas palavras de Mark Squires é um vinho hilariante, arriscando mesmo a considerá-lo como o melhor feito até então. É fresco, leve e revela uma persistência no palato, onde exalta notas de fruta cítrica.

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