Colecção portuguesa em viagem pelo mundo chega ao Museu do Oriente

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O Museu do Oriente acolhe, de 28 de Fevereiro a 4 de Março, um conjunto de obras de arte chinesas que a leiloeira britânica Bonhams pretende levar a leilão em Hong Kong depois de várias apresentações em cidades como Paris, Nova Iorque, Londres, Singapura, Taipé, Beijing, Xangai e Hong Kong. A mostra destina-se a divulgar uma coleção portuguesa de 12 valiosas peças de cerâmica e um conjunto de 15 telas de dois expoentes máximos da pintura chinesa.

Os 12 objetos de cerâmica são autênticos tesouros imperiais de perfeição e delicadeza. Em exposição estão também porcelanas raras das dinastias Ming (1368-1644) e Qing (1644-1912) de diferentes formas e decorações, nas quais se evidencia a excecionalidade da origem, estado de conservação e qualidade. A completar a coleção encontram-se ainda algumas peças em cloisonnée minuciosamente elaboradas, entre as quais ressalta o ice cooler, um precursor do ar condicionado no qual se colocava um bloco de gelo que servia para arrefecer a divisão onde se encontrava.

A coleção retrata a vasta e delicada arte chinesa, percorrendo alguma história da cerâmica desde a dinastia Song (960-1279, contemporânea à fundação de Portugal) e culminando na pintura de dois dos maiores mestres chineses dos séculos XX e XXI, Chu Teh-Chun e Zao Wou-Ki. Nascidos na China e alunos de Lin Fengmian no Hangzhou Academic Art College, seguiram caminhos semelhantes, tendo viajado para Paris em 1948 (Zao Wou-Ki) e 1955 (Chu Teh-Chun). A fusão da caligrafia e pintura tradicional chinesa com o abstracionismo ocidental, aliados ao emaranhado de sentimentos e vivências dos pintores, teve deu origem a um resultado deslumbrante.

Galeria Sul, 28 de Fevereiro a 4 de Março

Preço: Entrada no museu

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