Cineasta Isabel Coixet apresenta exposição no Roca Lisboa Gallery

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Concebida pela premiada realizadora catalã Isabel Coixet, Aral. O Mar Perdido é uma mostra fiel e impressionante de um dos maiores desastres ecológicos da História. Para ver no Roca Lisboa Gallery até 28 de abril.

O mar de Aral, situado na Ásia Central, na fronteira entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, já foi o quarto maior lago de água salgada do mundo, mas a intervenção humana quase o fez desaparecer, reduzindo em 80 por cento o volume de água. Da autoria da premiada cineasta catalã Isabel Coixet, esta exposição é uma síntese fiel e impressionante de uma das maiores catástrofes ambientais da História.

«Com esta iniciativa, que desenvolvemos em parceria com a Fundação We Are Water, a Roca pretende chamar a atenção do público para um dos mais graves desastres ecológicos de sempre. Os atentados ambientais não podem cair no esquecimento e, sobretudo, não podem repetir-se. Zelar pelo futuro do planeta depende de todos. A Roca assumiu este compromisso em todas as suas dimensões, quer empresarial, quer social e cultural. A exposição de Isabel Coixet é, neste contexto, um contributo muito valioso», afirma Jorge Vieira, diretor-geral da Roca, S.A..

Consistindo numa síntese visual dos cenários do passado e da realidade presente, a mostra revela as causas e consequências da secagem e contaminação do mar de Aral. «É uma oportunidade para refletirmos sobre a má gestão dos recursos hídricos. A água é crucial para o desenvolvimento económico e social, mas não está ao alcance de todos», refere a realizadora.

Desenhada pelo arquiteto Makoto Fukuda e com fotografias de Jordi Azategui, Aral. O Mar Perdido estará patente no Roca Lisboa Gallery de 9 de fevereiro a 28 de abril, sendo acompanhada pelo documentário homónimo da cineasta catalã.

Isabel Coixet convida os visitantes a partirem em busca do mar de Aral: «No mapa era uma mancha azul-cobalto suspensa nas paredes das salas de aula das nossas antigas escolas. Uma mancha que ficou cada vez mais pequena, pequena, pequena… Até que um dia a mancha se tornou uma sombra do que já tinha sido um dia».

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