Fundação Yves Rocher distingue projetos de mulheres portuguesas

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A Fundação Yves Rocher promove, pelo terceiro ano consecutivo, a terceira edição do prémio Terre de Femmes. Em 2012 e, à semelhança das duas edições anteriores, voltou-se a distinguir três projetos que visam promover e respeitar a sustentabilidade e o ambiente, implementados e desenvolvidos por mulheres portuguesas, eco-cidadãs, militantes do quotidiano e muitas vezes anónimas que agem a favor do ambiente.

A primeira vencedora foi Elda Sousa, com o seu projeto “Viveiro de Plantas Indígenas”, através da Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal. O prémio, de 5.000€, atribuído pela Fundação Yves Rocher, permitirá a reabilitação do coberto vegetal da cordilheira central da ilha da Madeira, nomeadamente no Pico do Areeiro, e no Campo de Educação Ambiental do Cabeço da Lenha, que ficou devastado após um incêndio no verão de 2010.

O segundo prémio com um valor de 3.000€, foi para Alexandra Cunha e o seu projeto “ADOPTE – Adopte-uma-Pradaria-Marinha”. O objetivo do projeto – que passa pelo reforço do programa de conservação de pradarias marinhas, desenvolvido com o apoio do Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR), – tem como intuito sensibilizar o público e as entidades responsáveis para a degradação destes habitats, através de atividades de reconhecimento e monitorização, promovendo, igualmente, o envolvimento dos cidadãos.

Ana Sofia André recebeu o terceiro prémio, no valor de 2.000€, pelo projeto “Viveiro de plantas autóctones”, desenvolvido em conjunto com o Grupo Flamingo – Associação de Defesa do Ambiente. Este prémio contribuirá para uma multiplicação mais eficiente de algumas plantas autóctones na Mata dos Medos (Centro de Interpretação da Mata dos Medos – Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica), permitindo ajudar a criar habitats propícios à presença da fauna característica do local, cuja biodiversidade tem vindo a diminuir devido à ocorrência de incêndios, ao domínio das plantas invasoras e, à ação do Homem.

Em Portugal, o Prémio Terre de Femmes teve a sua primeira edição em 2010, com a vencedora Ana Alves da Silva e o seu projeto de Requalificação da Colónia do Falco Naumanni, desenvolvido com a Associação Nacional de Conservação da Natureza – Quercus e o Fundo para a Proteção de Animais Selvagens – FAPAS, em São Vicente, Concelho de Elvas. Na segunda edição, a premiada da iniciativa Terre de Femmes 2011 foi Raquel Granja, com o projeto “Raízes”, desenvolvido no âmbito da iniciativa “Despertar Consciências – Associação Ambiental”, integrada na Junta de Freguesia de Aldoar, levando a educação ambiental a escolas, instituições, centros de dia e lares da terceira idade.

Desde 2010 que o Prémio Terre de Femmes conta ainda com a participação de várias entidades, como membros do júri, na votação e deliberação das candidaturas e respectivas vencedoras. São elas: APA – Agência Portuguesa do Ambiente, através da presença do Eng.º Mário Grácio; ICNB – Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, através do Eng.º Tito Rosa; Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, com a presença da Vice-Presidente, Dra. Susana Fonseca e Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com a presença da Prof. Dra. Luísa Schmidt.

O Prémio Terre de Femmes é um Prémio Internacional que se destina a apoiar as ações exemplares, desenvolvidas por mulheres, que acrescentem valor para o ambiente, já tendo sido recompensadas, até hoje, mais de 285 laureadas em 15 países – Portugal, Finlândia, Ucrânia, Marrocos, França, Bélgica, Holanda, Suécia, Espanha, Alemanha, Suíça, Polónia, República Checa, Canadá e Rússia – pelas suas ações de proteção e de valorização do mundo vegetal.

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