Véronique quer por portuguesas a vestir mais alegremente

Author: Share:

Véronique quer ver as mulheres portuguesas a vestirem com mais alegria, a usarem mais vestidos e a mostrarem a sua silhueta feminina e elegância, sem esquecerem os saltos altos.

Com esta loja, Véronique Laranjo quer que a mulher portuguesa seja mais alegre na forma como faz compras, uma vez que considera a mulher portuguesa um pouco tímida que “não tem prazer no shopping”, disse ao ShoppingSpirit.

“Queria que a mulher tivesse mais alegria nas compras e usar mais vestidos, mostrar a silhueta e deixar um bocadinho as calças de ganga. Destacar-se pela elegância, e leva-las a reconhecer a qualidade de uma peça mais pelo corte, pela elegância do que propriamente pela etiqueta que carregam” disse numa conversa com o ShoppingSpirit, acrescentando que as mulheres têm que “gostar de se vestir para elas próprias e não tanto para os outros”.

A concept boutique Véronique nasceu no Chiado depois da sua proprietária ter decidido enveredar por um negócio próprio numa indústria onde já trabalhava e pela qual tem uma paixão.

A escolha de Lisboa fez-se depois de um estudo profundo, não só de mercado, como de concorrência, do qual concluiu que o conceito que Véronique queria para a sua loja não estava esgotado, ou seja um segmento de luxo mas que não é o luxo das grande marcas.

Lisboa foi considerado um mercado interessante e gostou particularmente do Chiado, pela história, arquitectura, pela localização central. Considerou ser a melhor zona para o tipo de loja que iria abrir “porque tem a ver com pessoas com um certo poder de compra, mas com uma mente mais aberta a ideias mais alternativas e com qualidade mas que não são chamativas”. O facto de ser uma zona turística também pesou na decisão.

Estrategicamente o espaço encontrado apesar de ser em pleno chiado acaba por ser um ponto mais ou menos sossegado, dando às pessoas mais tranquilidade e espaço, estão mais à vontade e que entram na loja porque estão interessadas e vão comprar.

Pouco a pouco as pessoas acabam por ser fidelizadas, com Véronique como anfitriã prestando um serviço mais pessoal com mais tempo e as pessoas apreciam. A loja abriu há um ano e quatro meses e conta já com uma clientela fiel. A maioria é portuguesa, mas alguns são franceses que vivem em Lisboa e reconhecem o estilo mais francês no espírito da loja e escolha das peças. “E voltam porque sabem vão encontrar peças de qualidade e diferentes, que não se encontram em lado de nenhum”, diz Véronique.

A selecção das peças é feita em diversos locais, um dos quais Paris onde a empresária vai comprar algumas das marcas, como é o caso da britânica Orla Kiley, que é menos conhecida em Portugal mas que é das que mais vende. “Tem qualidade e padrões bonitos e é fácil de vestir”, diz Véronique Laranjo.

Outro dos locais de compra é um showroom em Portugal, onde adquire peças de duas marcas francesas: Paul&Joe Sister, See by Chloé.

As marcas vão variando conforme as temporadas. Para esta Primavera e Verão a loja Véronique conta pela primeira vez com a Moschino.

A selecção inclui ainda algumas peças vintage. Para as adquirir Véronique vai normalmente a Paris podendo ser de designers muito conhecidos como é o caso de Yves Saint Laurent, Prada, Dolce & Gabbana ou Miu Miu. “São peças com história que gosto de misturar e torna a selecção ainda mais pessoal” refere.

O tipo de peça que faz parte da selecção disponível na loja foi adaptado à procura. As clientes têm de fazer um investimento importante e preferem fazê-lo nos vestidos, que acaba por ser a peça central da loja, e nos casacos, só depois surgem as blusas e as saias, explica Véronique. Os calções, uma das peças em que Véronique aposta, também acabam por ter sucesso junto das clientes.

“As peças vintage não têm poliéster, tento encontrar com um certo tecido, um corte especial, e às vezes de designer. Algumas peças já foram usadas, embora mantenham toda a qualidade, porque são por vezes peças de showroom como acontece com os sapatos, mas tudo em bom estado” explica.

Na loja a  peça mais cara é o casaco da Meteo que custa 950 euros. A peça mais cara que vendeu foi uma capa de vison.

Para o futuro Véronique não coloca de parte uma segunda loja, talvez no Porto que é uma clientela diferente, podendo vir a ter mais peças masculinas já que actualmente só de vez em quanto é que tem algumas, tanto vintage como de designer ou outras e todas foram vendidas, pelo que assume que existe uma procura.

Clique para mais informações

Pub

Informação relacionada