Rock in Rio-Lisboa regressa em 2014

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A organização do maior evento de música e entretenimento do mundo, a Câmara Municipal de Lisboa e o Governo de Buenos Aires apresentaram as edições do Rock in Rio-Buenos Aires 2013 e do Rock in Rio-Lisboa 2014.

A conferência de imprensa contou com a presença de Roberto Medina, Presidente do Rock in Rio, Roberta Medina, Vice-Presidente Executiva do Rock in Rio, António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa e Mauricio Macri, Governador da Cidade Autónoma de Buenos Aires. As bandas argentinas Los Pericos – grupo de reggae mítico da Argentina, com 25 anos de carreira e mais de 2 milhões de discos vendidos – e Tan Bionica – considerados o melhor grupo argentino em 2011, contam com mais de 250 mil seguidores no Facebook e 15 milhões de visualizações no Youtube – que integram o cartaz do Palco Sunset nos dias 2 e 3 de junho respetivamente, também estiveram presentes neste momento.

Foi esta semana aprovado, em Assembleia Municipal, o Protocolo para a realização do Rock in Rio-Lisboa 2014. À semelhança de edições anteriores, como contrapartidas da realização da sexta edição portuguesa foram acordadas algumas medidas ligadas à recuperação do Parque da Bela Vista e áreas circundantes, como por exemplo a intervenção ao nível de terraplanagens e arranjo paisagístico; obras de remodelação de estabelecimentos comerciais na área; a construção do Parque do Skate Clube Portugal, a construção de vedação no seguimento da Avenida Arlindo Vicente, ou a colocação de vedação tipo rede em toda a zona da encosta.

Segundo António Costa, Presidente da CML “O Rock in Rio-Lisboa é um dos grandes eventos do calendário de espetáculos da capital e felizmente está garantida a sua permanência em Lisboa para mais uma edição. A relevância do Rock in Rio para a promoção do nome e da imagem da cidade e o seu impacto económico, nomeadamente para o sector do turismo, são algumas das razões que motivam a Câmara Municipal de Lisboa a acolher este evento”.

O Rock in Rio-Buenos Aires 2013 terá lugar nos dias 27, 28 e 29 de setembro e 4, 5 e 6 outubro de 2013 no Parque da Cidade, ao sul de Buenos Aires. Este espaço tem 180.000 m2 e capacidade para receber 100.000 pessoas por dia. A primeira edição argentina do evento terá as mesmas atrações que podem ser vistas em Lisboa – o Palco Mundo, o Palco Sunset, a Eletrónica, a Rock Street e a Street Dance – e uma grande novidade: o Sky Lounge, um restaurante a 200 metros de altura, montado sobre a emblemática “Torre Espacial” do Parque da Cidade, o Mirador mais alto da América Latina, onde cerca de 1.000 pessoas por dia poderão jantar com uma vista inigualável sobre a cidade de Buenos Aires.

Para Roberto Medina, Presidente do Rock in Rio “A ida para a Argentina é mais um passo na internacionalização da marca que pretende ser a maior marca de música e entretenimento do mundo. Nos próximos anos pretendemos chegar também à Ásia e à América do Norte”.

Mauricio Macri afirmou que “Buenos Aires investe na cultura jovem e na música, e a inauguração da Cidade do Rock dotará o sul da cidade de uma infraestrutura de nível mundial”.

A expansão do Rock in Rio tem-se revelado extremamente positiva, não só do ponto de vista do crescimento da marca mas também nos benefícios que leva para as cidades por onde passa. Para além de criar postos de trabalho e promover o turismo da cidade que o recebe, divulga também internacionalmente a imagem quer da cidade como do país no qual decorre, através da transmissão dos concertos para outros países e, desde 2011, também através da transmissão via Google.

De acordo com o estudo da Universidade Católica sobre o Rock in Rio-Lisboa 2008, estima-se que a realização dessa edição tenha gerado 63.556.993€ de receitas à capital portuguesa. Deste valor, 46.625.038€ correspondem a impacto direto do evento e resultam de investimento da organização, parceiros e patrocinadores, receitas de produtos associados ao evento e do Projecto Rock in Rio Escola Solar. Estima-se que 16.931.955€ decorram de receitas de deslocação e estadia de público e dos artistas, que são considerados impacto indirecto do evento.

Também no Rio de Janeiro o impacto económico foi estudado e de acordo com a Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro (Riotur) a edição de 2011 do Rock in Rio teve um impacto de 354.000.000 euros na economia do Rio de Janeiro. Das 700 mil pessoas que assistiram ao evento, 350 mil eram turistas, 25% dos quais estrangeiros, tendo sido atingida uma média de 90% de ocupação dos quartos da rede hoteleira carioca num período considerado época baixa.

No início de maio Roberto Medina e Eike Batista, da IMX, tornaram-se sócios com o objetivo de expandir a marca Rock in Rio para outros continentes. Roberto Medina vendeu 50% da empresa Rock World S.A., detentora da marca Rock in Rio, para a IMX Live, braço da IMX, holding de desporto e entretenimento dos Grupos EBX e IMG Worldwide, numa das maiores operações realizadas na indústria do entretenimento no Brasil até ao momento. A previsão é que para os próximos cinco anos sejam investidos U$350 milhões na marca Rock in Rio, em todo o mundo.

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