Pudor associado à incontinência inibe envelhecimento ativo

Author: Share:

No âmbito das comemorações do Dia dos Avôs e Avós, assinaladas hoje, a TENA alerta a população para a necessidade de combater o estigma existente em torno da incontinência urinária, principal inimigo na manutenção de uma vida ativa e despreocupada com o avançar da idade. Embora a condição afete ambos os sexos, a prevalência é maior nas mulheres, estimando-se que mais de 400 mil portuguesas com mais de 50 anos vivam com o problema.

De acordo com Sílvia Figueiredo, Brand Manager da TENA, “temos vindo a apostar numa diversificação e especialização cada vez mais forte da oferta de proteções existentes, menos espessas e mais pequenas, procurando ir ao encontro das necessidades dos consumidores. Se há algumas décadas atrás ter mais de 50 anos era impeditivo de uma vida social e ativa devido a episódios de incontinência, atualmente essa questão prende-se essencialmente com uma fase inicial de não confronto do problema, associado ao pudor e constrangimento que, por vezes, gera”.

Embora comumente se associe o envelhecimento à incontinência urinária, a condição nem sempre é diretamente provocada pelo avançar da idade, estando muitas vezes relacionada com uma doença (ou medicamento) mais frequente a partir de determinado período da vida. No entanto, a maior prevalência é também explicada por uma diminuição da bexiga e um enfraquecimento generalizado dos músculos, que a par dos anteriores contribui para o seu despoletar.

A hipertrofia da próstata, ou aumento do seu volume, é o principal responsável pela condição no sexo masculino, devido ao estorvo que pode provocar no fluxo de urina. Em 90% dos casos, pode ser curada ou reduzida de forma significativa. Por outro lado, a menopausa e consequente modificação das mucosas e dos tecidos uterinos pode favorecer o aparecimento de perdas urinárias, constituindo uma das suas causas mais frequentes relacionadas com a idade no sexo feminino.

Sobre a Incontinência Urinária

A incontinência urinária é um sintoma, ou uma patologia (quando não relacionada com nenhum outro), que afeta a capacidade de armazenamento e controlo da saída de urina, conduzindo a uma perda involuntária da mesma. A condição, que afeta 600 mil portugueses, subdivide-se em vários tipos:

1) incontinência urinária de esforço, mais frequente e relacionada com movimentos que aumentem a pressão do abdómen;
2) a incontinência funcional, comum em pessoas acamadas, com fraca mobilidade ou algum tipo de doença mental ou demência, que as impeça de chegar a tempo à casa de banho;
3) incontinência urinária de urgência, quando a bexiga tenta esvaziar-se apesar de todos os esforços para controlar a perda;
4) incontinência por regurgitação, causada por uma obstrução como impacto fecal, próstata aumentada, lesão nervosa ou anomalia na uretra;
5) incontinência mista, por ser uma combinação de mais do que um tipo.

Pub

Informação relacionada