Setembro no Convento do Espinheiro

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Da farinha ao pão em forno conventual – Sábado, 1 de Setembro

Durante muitos séculos, os Monges Jerónimos que habitavam o Convento do Espinheiro coziam seu próprio pão em forno de lenha. No dia 1 de Setembro será possível reviver esses tempos de outrora com o Chefe Luís Mourão, que junto ao forno, agora recuperado, transmite aos hóspedes os conhecimentos ancestrais da arte de bem amassar a rústica farinha de trigo.
Depois da farinha amassada, é o momento de colocar a massa junto ao forno. O Chef aproveita essa hora para levar os hóspedes à sua horta de ervas aromáticas onde verdejam coentros, poejos e a mítica Escorcioneira de Évora. Aí se escolhem os temperos que vão dar ao almoço aquele gostinho tão especial.

Um dia nas vindimas – Sábado, 8 de Setembro

O fim do Verão e o início do Outono é sinónimo de colheitas e em Portugal abre-se a época das vindimas: as uvas estão prontas para serem colhidas das videiras, num trabalho realizado em ambiente de festa e convívio, para depois produzir o vinho do ano.
Uma tradição portuguesa que, em alguns pormenores, ainda é o que era.
No dia 8 de Setembro sinta este apelo à ruralidade e, pela fresca da manhã, rume connosco até à Ribeira de Ervideira onde encontraremos uma equipa de vindimadores que muito tem para nos ensinar e encantar.
Do programa consta – visita à adega, prova de mosto, jogo de aromas e provas cegas, prova de vinhos acompanhada de bucha com uns petiscos daqueles que criam água na boca e repõem as calorias (muitas), que se gastam nos trabalhos campestres.

Tertúlia gastronómica com Fernando Melo – Sábado, 15 de Setembro

São as coisas que passam, ou somos nós? “A chamada Gastronomia Mediterrânica, ainda hoje passível de interpretações diversas, liga Portugal a uma matriz conceptual de cozinha que inevitavelmente conduz à ideia de que somos, todos nós, viajantes no tempo.
É que, se é certo que o paradigma “vinho, pão e azeite” tem muito a ver connosco, não é menos verdade que é sobretudo o Atlântico que define a nossa mesa. E toda uma influência continental, presente nos mais pequenos detalhes, quando não nos maiores, obriga-nos a repensar o nosso lugar no mapa da alimentação mundial.
Somos o que éramos outrora? Queremos ser diferentes? Ou queremos manter-nos no nosso posto, enquanto tudo parece estar a mudar?
Proponho uma conversa partilhada, à maneira de percurso de reflexão por pontos, sem surpresas mas onde tudo parecerá novo”.
Fernando Melo é Engenheiro Físico e crítico de vinhos e comida.

Tertúlia com os vinhos “ Abreu Callado” – Sábado, 22 de Setembro

As vinhas da Fundação Abreu Callado estão plantadas em terrenos franco-argilosos (uma parte delas remonta a meados dos anos 50) e são beneficiadas pela amenidade do clima que a Barragem do Maranhão propicia.
Este clima reflete-se na alta qualidade dos vinhos entre os quais Horta da Palha e o garrafeira Dom Cosme.
Das principais Castas em produção destaca-se Aragonez, Trincadeira, Castelão, Alfrocheiro, e em menor escala a Baga, a que se juntaram as novíssimas aquisições Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon.
Tudo isto e muito mais para descobrir com o enólogo!

Tertúlia com os vinhos “ Ervideira” – Sábado, 29 de Setembro

As Herdades do Monte da Ribeira e da Herdadinha, pertencem à família Leal da Costa, descendente direta do Conde D´ Ervideira, agricultor de sucesso dos séc. XIX e XX. Com 160 ha de vinhedos divididos pela Vidigueira (110 ha) e por Reguengos de Monsaraz (50 ha), a administração da Ervideira é assegurada por Dona Maria Isabel Leal da Costa, a matriarca da família e pelos seus seis filhos, sendo Duarte Leal da Costa o diretor e é o nosso convidado para partilhar as “estórias“ dos seus vinhos.
Para degustar neste fim de tarde o vinho branco Conde de Ervideira reserva 2011 é sem duvida um dos melhores brancos do Alentejo, o Espumante Ervideira fresco com uma bolha fina, boa acidez perfeito para um aperitivo. Tudo isto e muito mais na adega do Convento.

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