Portugueses falam pouco sobre obesidade infantil quando estão online

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Os portugueses ainda não falam sobre obesidade infantil nas redes sociais, embora a obesidade seja a segunda causa de morte passível de prevenção a nível mundial. A conclusão é do mais recente estudo da network internacional GLOBALHealthPR, representada em Portugal pela Guess What PR, que analisou durante o mês de abril a conversação online sobre a obesidade infantil. Os resultados do estudo refletem uma análise do diálogo digital sobre esta temática no Twitter e em blogues de 7 países, incluindo Portugal.

Uma referência online por cada 23.440 crianças com obesidade no mundo, foi o resultado obtido nesta análise. Durante o período em observação foram encontradas apenas 15.189 referências à obesidade infantil, 72 das quais em Portugal, em todo o universo de países que realizaram a investigação. Comparativamente durante este período, as pesquisas detetaram 6 milhões e meio de referências ao cantor Justin Bieber e mais de 500 mil ao jogo Call of Duty. Por outro lado, de acordo com os dados divulgados em maio através de um vídeo da Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) sabe-se que 32% das crianças portuguesas com menos de 8 anos tem excesso de peso e que apenas 40% pratica atividades desportivas extracurriculares1.

Segundo Mário Silva, presidente e fundador da APCOI, “Os resultados deste novo estudo comprovam que há ainda um longo caminho a percorrer no que respeita à sensibilização da população para esta epidemia. A obesidade infantil é a raiz do problema e é sempre mais eficiente prevenir qualquer problema na sua raiz, evitando assim as graves consequências na saúde individual, mas também os elevados custos no nosso sistema de saúde devido às restantes doenças associadas à obesidade, sobretudo na idade adulta. Por isso, é de extrema importância que exista partilha e conversação sobre o tema”, afirma Mário Silva. “O debate sobre as causas, os meios de prevenção e a promoção de estilos de vida saudáveis que incluam alimentação saudável e atividade física regular são medidas fundamentais para o combate a esta epidemia”, acrescenta.

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