Persistência de perda de urina no pós-parto não é natural

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Ao contrário do que muitas mães recentes supõem, a persistência de perda de urina ao fim de 6 semanas pós-parto não é natural. Os sintomas de incontinência provocados pela gravidez e/ou pelo momento do nascimento, têm tendência a uma regressão espontânea no período imediatamente a seguir ao mesmo que, não se verificando, implica a procura de ajuda especializada. Em época de regresso ao trabalho, a TENA alerta todas as mães que voltam também agora à rotina para esta realidade.

As mudanças físicas e hormonais que ocorrem durante a gravidez são, em muitos casos, responsáveis por episódios de incontinência urinária nas mulheres, embora haja também a possibilidade desta fase revelar fragilidades anteriormente existentes, tornando-as sintomáticas. Assim, o peso que o útero exerce sobre a bexiga, em especial no último trimestre, ou a ocorrência de algum grau de prolapso (descida das paredes vaginais e do útero), fazem com que seja expectável que a mulher viva com perdas de urina, maioritariamente ligeiras, levando-a a encará-las como parte do processo e algo natural.

A desvalorização dos sintomas e o seu arrastar conduzem a situações em que a incontinência acaba por não ser ultrapassada, contribuindo para um maior desconforto e pudor da mulher nos vários momentos do seu dia-a-dia, com especial dificuldade no regresso ao trabalho, viagens ou outras ocasiões em que não seja possível remediá-la imediatamente.

Atenta a uma perceção global ainda incorreta, a TENA tem trabalhado no sentido de sensibilizar o público feminino para o tema, com o intuito de promover uma mudança comportamental no futuro. A importância da realização de exercícios de fortalecimento do pavimento pélvico antes e após o parto, mesmo em casos de cesariana em que a pressão exercida pelo bebé no útero tenha sido forte; e a utilização de proteções adequadas enquanto se trabalha para a supressão destes sintomas, são as duas principais mensagens passadas pela marca.

Sobre a Incontinência Urinária no sexo feminino

A incontinência urinária afeta cerca de 30% das mulheres portuguesas, uma prevalência explicada, em parte, pela taxa de 50% de existência de algum grau de prolapso resultante de parto vaginal. O prolapso genital (descida das paredes vaginais e do útero) é um dos principais responsáveis por situações de incontinência, a par da própria pressão que o útero exerce sobre a bexiga à medida que cresce, durante os meses de gravidez.

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