Feira do Livro de Braga 2013 encerra com balanço positivo

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“Este ano lançaram-se as bases para um futuro promissor da Feira do Livro de Braga. Criou-se um novo modelo que alia a escrita, a leitura, a cultura, a ciência e o potencial tecnológico da região, o que faz com que este certame ganhe outra dimensão”. A conclusão foi proferida por Miguel Corais, administrador-executivo do Parque de Exposições de Braga (PEB), no encerramento do certame que acolheu mais de 80 eventos.

O responsável fez um balanço positivo da Feira do Livro de Braga 2013 “apesar de ter sido realizada num contexto de crise, o que leva as pessoas a cortarem na cultura”. Miguel Corais atribuiu o sucesso desta edição ao “dinamismo e empenho” dos vários agentes envolvidos na feira, nomeadamente as escolas, as bibliotecas, as associações culturais e juvenis, os museus, a Universidade do Minho, a Rede de Casas do Conhecimento, as autarquias de Vila Verde, Vieira do Minho, Fafe, Paredes de Coura e Boticas e, sobretudo, a Câmara Municipal de Braga que “garantiu transporte gratuito aos alunos do pré-escolar e 1.º e 2.º ciclos, reunindo as condições para que, mais uma vez, esta feira tivesse um número elevado de visitantes”, acrescentou.

Além de dinamizar e promover a escrita, a Feira do Livro de Braga é também um espaço onde se lançam novos talentos regionais e onde se constroem comunidades de escritores e leitores. “A Feira do Livro pode ser um culminar de atividades para as associações e escolas do concelho. É uma grande mostra cultural e um palco que motiva e dignifica o seu trabalho”, salientou Miguel Corais.

A integração de novos temas ligados às novas tecnologias, nomeadamente a leitura digital e os ebooks, como forma de antecipar o futuro, também foi uma aposta ganha. A Feira do Livro de Braga deve ser encarada como “um instrumento de marketing territorial. Temos de promover o território onde estamos inseridos, sobretudo porque estamos numa região forte na área da tecnologia e da investigação. Isto deve ser divulgado junto do público”, defendeu o responsável.

Mais do que uma festa do livro, o certame foi um festival cultural onde se promoveu outras expressões de arte, nomeadamente a música, o teatro e a dança. “A Feira do Livro de Braga não pode ser encarada apenas como um evento de mercantilismo mas deve juntar diferentes iniciativas que abarquem públicos variados”, salientou Miguel Corais. Na sua opinião, “acabamos por alargar o programa cultural da feira, assumindo não só o programa ligado à componente da literatura e do livro, mas associando todas as outras manifestações culturais”.

A aposta no público infantil e numa programação específica para os mais pequenos foi outra das mais valias da 22.ª edição da Feira do Livro. Foram várias as ações realizadas neste âmbito, entre as quais espetáculos de teatro, ilustração ao vivo, aulas abertas e workshops de dança, horas de conto, sessões de leitura animada, momentos de magia, apresentação de obras infantis, espaço de criação com legos, pinturas faciais, distribuição de balões, entre outras.

O administrador do PEB quis ainda ressalvar alguns aspetos naquele que pode ser o futuro da Feira do Livro. “Deve-se continuar a apostar na escrita e na leitura, mas também na fusão com a ciência e a tecnologia. É também fundamental continuar a reforçar as parcerias com a universidade, com as Casas do Conhecimento e, sobretudo, com a Câmara Municipal de Braga, esperando que no futuro haja um envolvimento ainda mais profundo porque esta é a Feira do Livro da cidade”, concluiu.

Também Lídia Dias, vereadora da Cultura e da Educação da Câmara Municipal de Braga, demonstrou o interesse da autarquia em continuar com a Feira do Livro “nesta altura do ano e no Parque de Exposições de Braga” tendo, no entanto, noção de que deverão ser feitos alguns ajustes, não só no que diz respeito à estrutura do Parque, mas também ao horário de funcionamento da feira. “Tenho sido frequentemente abordada sobre a possibilidade da Feira do Livro vir a realizar-se durante o tempo mais quente, tendo em conta as condições que temos aqui no PEB. Eu acho que uma coisa não invalida a outra. Continuo a achar que, durante a primavera e o verão, devemos dinamizar atividades no centro da cidade, à volta do livro, porque sem dúvida são veículos de saber e de conhecimento, mas acabei por ganhar também um carinho por esta feira, aqui no PEB. Penso que o facto deste certame ser feito num outro tempo, ao contrário das outras feiras do livro, é interessante. Além disso, a própria Câmara Municipal tem todo o interesse em reabilitar esta estrutura e em continuar com este trabalho que tem um potencial de crescimento enorme”, rematou.

Jacinto Lucas Pires, Francisco José Viegas, Maria João Lopo de Carvalho, Maestro Victorino d’Almeida, Ana Caridade, Artur Ferreira Coimbra e Pedro Seromenho foram alguns dos autores que passaram pela 22.ª Feira do Livro de Braga. Marcada ficou também por uma programação inovadora, que reuniu temas como literatura digital, ebooks, videojogos, ilustração, artes plásticas, grafitte, entre outros.

Com uma área de exposição de três mil metros quadrados, a Feira do Livro de Braga 2013 contou com a presença de 15 expositores, dez agrupamentos escolares e 12 associações. Nos vários dias de exposição realizaram-se tertúlias, horas do conto, lançamentos de livros, apresentações de projetos de promoção da leitura e de projetos de investigação, encontros com escritores, dança, teatro e música.

Organizada pelo Parque de Exposições de Braga, com o apoio da Câmara Municipal de Braga, a edição 2013 da Feira do Livro teve como mecenas a empresa Domingos da Silva Teixeira e como parceiro tecnológico a Samsung.

Vencedores do Concurso Literário Feira do Livro de Braga 2013

Maria Miguel Forte (1.º ciclo), do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, Ana Sofia Grilo da Cunha (2.º ciclo), do Agrupamento de Escolas D. Maria II, Carlos Miguel Luzia de Carvalho (3.º ciclo), do Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Sanches, Josimar Patrice Pacheco Casamá (3.º ciclo), do Agrupamento de Escolas André Soares e João Pedro de Araújo Novo (secundário), do Agrupamento de Escolas de Maximinos são os grandes vencedores do Concurso Literário da Feira do Livro de Braga 2013.

Fernando Pinheiro, editor, escritor e crítico literário, Pedro Seromenho, editor, escritor e ilustrador e Isabel Mateus, do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho fizeram parte do Júri do concurso lançado às escolas do concelho.

Organizado pela Feira do Livro de Braga 2013, em parceria com a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e a Rede Interconcelhia de Bibliotecas Escolares, o concurso visou criar e consolidar hábitos de leitura, fortalecer práticas de escrita criativa e valorizar a expressão literária.

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