Anaconda Zulmira muda de casa no Fluviário de Mora

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O Fluviário de Mora viu-se obrigado a mudar a anaconda Zulmira para um novo espaço, mais condizente com o tamanho do animal.

A espécie ali presente desde a abertura do Fluviário, uma Anaconda-amarela (Eunectes notaeus), também conhecida por Sucuri, na região amazónica de onde é oriunda, tinha em 2007, um pouco mais de um metro, mas hoje atinge cerca de quatro metros e pesa cerca de 25kg.

Este crescimento saudável levou os responsáveis do Fluviário a equacionar a ampliação do seu habitat de modo a garantir as melhores condições de bem-estar animal. Nas últimas semanas, foi construído um grande terrário com 2,70 m de largura por 1,2m de profundidade e 2,10m de altura, que providenciará todas as condições à Zulmira.

O novo espaço tem a particularidade inovadora de integrar uma grande cúpula de acrílico, que permitirá às crianças mais destemidas, verem a anaconda dentro do seu aquário!

Trata-se de uma espécie da família das Boas, da Região Central da América do Sul, que habita rios e pântanos das florestas tropicais e que pode ultrapassar os quatro metros de comprimento.

Não é venenosa e integra o grupo das chamadas constritoras. Sufocam as suas presas num “abraço da morte”, enrolando-se em seu redor e asfixiando-as com um aperto muito forte antes de as engolir. São igualmente conhecidas por caçarem as suas presas por emboscada e são predadores activos preferencialmente no período nocturno. Em adultas não têm predadores, estando no topo da cadeia alimentar.

Na natureza vivem cerca de 18 anos, mas em cativeiro podem alcançar os vinte e três anos. Alimentam-se de peixes, répteis, aves e mamíferos. Reproduzem-se uma vez por ano, podendo parir até oitenta e duas pequenas cobras após seis meses de gestação. Não põem ovos em ninhos pois são ovovivíparos, ou seja, incubam os ovos internamente.

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