Campanha pelas Sementes livres ganha prémio Fundação Yves Rocher

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A Fundação Yves Rocher – Instituto de França homenageou três mulheres que este ano se destacaram com projectos em prol da preservação e respeito pelo ambiente, tendo o presidente da Fundação atribuído na quinta edição o prémio a três eco-cidadãs que se notabilizaram pelos seus projetos sustentáveis em Portugal.

A vencedora desta edição foi Lanka Horstink, com o projeto “Campanha pelas Sementes Livres – semear o futuro, colher a diversidade”.

Lanka destaca-se pela participação ativa em diversos projetos de defesa do ambiente, que concilia com um doutoramento em Democracia Alimentar. É coordenadora do projeto “Campanha pelas Sementes Livres”, que visa conquistar o direito à livre produção, troca e venda de sementes em prol da diversidade das espécies, dos interesses da agricultura tradicional e da segurança e soberania alimentares.

A Campanha fechou 2013 com 5 parceiros nacionais, 9 parceiros internacionais, 33 subscritores coletivos e 40 hortas inscritas na rede das Hortas pela Diversidade, mantendo ainda contacto com dezenas de outras associações, redes e movimentos ativos.

Em 2014 a Campanha pelas Sementes Livres pretende continuar a contribuir para a construção da resistência nacional e internacional contra leis injustas que restringem ou eliminam a autonomia dos povos na determinação das suas políticas agrícolas e retiram recursos comuns do foro público, em particular a nova Lei das Sementes europeia. Para tal, ambiciona reestruturar a sua comunicação de forma a criar uma lógica forte que insira firmemente a causa das sementes no contexto em que vivemos, de apropriação do bem comum por uma minoria com forte poder económico e de transformação dos recursos naturais, afastando cada vez mais as pessoas da produção alimentar. Manterá os seus laços fortes com os parceiros internacionais da campanha, trocando conhecimentos e ideias e organizando eventos.

O segundo lugar foi para Maria José Bastidas, com o projeto “Desenvolvimento Sustentável dos Recursos Micológicos do Baixo Alentejo”.

O objetivo central deste projeto passa por promover a conservação dos recursos micológicos (cogumelos silvestres), a sua valorização no ecossistema e o seu potencial como motor de desenvolvimento através de uma exploração sustentável, com ênfase na diversidade e não na quantidade, tendo em vista a promoção do micoturismo e do turismo gastronómico. María assume o compromisso de trabalhar para que cada dia mais pessoas aproveitem de uma forma respeitadora o que a natureza tem para lhes oferecer.

Isabel Soares foi a terceira vencedora com o projeto “Fruta Feia” que pretende reduzir o desperdício alimentar devido à aparência e valorizar os recursos utilizados na sua produção, como a água, a energia e os terrenos cultiváveis, contribuindo consequentemente para a diminuição da emissão de GEEs (CO2 e CH4) derivada da decomposição dos alimentos que não são consumidos. Como impactos paralelos à realização deste projeto estão a consciencialização da população para o não desperdício de produtos que não têm uma aparência perfeita e a possibilidade de consumirem produtos nacionais de qualidade, a um preço reduzido.

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