Amazonia Live: mais que árvores, o Rock in Rio quer plantar esperança

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Espetáculo inédito, em pleno Rio Negro, tem como objetivo envolver a população mundial no combate urgente às alterações climáticas. Plácido Domingo e a Orquestra Sinfónica Brasileira atuam no palco flutuante da Amazónia já no próximo dia 27 de agosto, num concerto com transmissão internacional.

Projeto Amazonia Live, apoiado também pela Quercus, já angariou 2.890.000 de árvores para serem plantadas na Amazónia e agora ambiciona chegar aos 4 milhões com o apoio da população.

É já no próximo dia 27 de agosto que se realiza o concerto do Amazónia Live, um projeto lançado pelo Rock in Rio em abril deste ano e que tem como objetivo alertar a população mundial para a importância do consumo consciente dos recursos naturais do planeta, convidando-as a serem agentes ativos no combate às alterações climáticas através da sua própria mudança de comportamento.

O espetáculo único e inovador, que terá lugar num palco flutuante em pleno Rio Negro (Manaus, Amazónia) com as mesmas dimensões do Palco Mundo do Rock in Rio, conta com a participação de Plácido Domingo, acompanhado pela Orquestra Sinfónica Brasileira, e terá ainda participações especiais do guitarrista Andreas Kisser e da artista Ivete Sangalo. O momento poderá ser acompanhado no mundo inteiro através de live streaming. Neste dia será também lançada uma campanha de mobilização sob o mote “Mais do que Árvores, Vamos Plantar Esperança”.

Aquando do lançamento do projeto, o Rock in Rio garantiu a plantação de 1 milhão de árvores, sendo o objetivo angariar outros 2 milhões. O Banco Nacional fez uma doação de 1 milhão de árvores, a Universidade Estácio de Sá garantiu 100 mil e o leilão de guitarras realizado na edição de Lisboa 2016 conquistou o valor equivalente à plantação de 40 mil árvores. Além deste número, a Conservação Internacional (CI) anunciou a doação de mais 750.000 árvores. Com isto, o Rock in Rio já conseguiu angariar 2.890.000 árvores e aumenta, assim, a sua meta para 4 milhões, apelando à população para aderir à causa.

“Com esta ação queremos chamar a atenção do mundo inteiro para um problema urgente e mostrar que é possível plantar, sobretudo, esperança. Já angariámos 2,89 milhões de árvores e queremos, agora, chegar aos quatro milhões”, refere Roberto Medina, Presidente e Fundador do Rock in Rio. “Para se ter uma ideia da importância desta iniciativa, segundo dados do ISA, uma floresta com três milhões de árvores transpira, a cada dia, cerca de 48 milhões de litros de água. Outro dado importante e que merece a nossa atenção é o facto de a Amazónia ter 20% de toda a água doce do planeta e isso não se pode perder”, acrescenta o Presidente.

A região da Amazónia é, de facto, estratégica no equilíbrio climático do planeta, uma vez que abriga a mais importante reserva de biodiversidade do mundo, tendo por isso um papel fundamental na redução do impacto do aquecimento global. Segundo dados da Rede Amazónica de Informação Socioambiental Georreferenciada (Raisg), entre 1500 e 1977 cerca de 4,7% da região foi desflorestada e só nos últimos 36 anos, esse número subiu para 18%.

“Cerca de 90% de todas as catástrofes naturais registadas na Europa desde 1980 foram causadas, direta ou indiretamente, pelas alterações climáticas. Este número é preocupante e não atenuou. Veja-se o caso da Califórnia, que tem sido fustigada por inúmeros incêndios, em grande parte devido à seca dos últimos anos, que faz com que a humidade baixe significativamente deixando a região mais exposta a estes perigos”, refere Roberta Medina, Vice-Presidente Executiva do Rock in Rio.

Através do projeto Amazonia Live, o Rock in Rio e os seus parceiros visam, assim, restaurar as áreas desflorestadas nas cabeceiras e nas nascentes do Rio Xingu, como forma de combater a desflorestação que tanto afeta o clima e o equilíbrio das chuvas. Pela influência que a região Amazónica tem no mundo, e sendo uma campanha que visa mobilizar a população para um problema global, a organização ambiental Quercus também abraçou este projeto e, em Portugal, é um dos elementos mobilizadores e que tem a responsabilidade da validação técnica do processo.

Para João Branco, Presidente da Quercus “A dimensão e importância socioambiental deste projeto é inquestionável. A Quercus abraça esta causa e quer ser agente ativo na sensibilização da população mundial e, mais especificamente, nacional, reforçando o apelo para que as pessoas mudem pequenas ações do seu dia-a-dia que poderão fazer toda a diferença no impacto ambiental em todo o mundo”.

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