Quinta de la Rosa relança três grandes tintos de 2005

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Apostada em mostrar o grande potencial de evolução (guarda e envelhecimento) que os vinhos do Douro têm – não só tintos, mas também brancos –, em particular os da Quinta de la Rosa, esta casa produtora de vinhos do Douro e Porto desenvolveu um conceito, que estreou em Setembro: ‘Selecção Especial da Adega Particular da Quinta de la Rosa’. Aqui inserem-se vinhos “mais antigos”, não necessariamente muito velhos, mas de colheitas anteriores às que estão no mercado, e que deram prazer a beber quando lançados, mas que têm vindo a evoluir de forma bastante sedutora em garrafa, revelando-se ainda mais prazerosos na prova actual.

Se à estreia desta ‘Selecção Especial’ couberam um branco e um tinto de 2011, é agora a vez da Quinta de la Rosa relançar três grandes tintos de 2005: o ‘La Rosa Vale do Inferno’, o ‘La Rosa Cerejinha’ e o ‘La Rosa Reserva’, que dão corpo ao ‘La Rosa Trio Tasting Experience 2005’, uma trilogia que apresenta “as partes”, muitos diferentes entre si, e “o todo”, que resulta do equilíbrio de ambas.

A colheita de 2005 dava corpo a novos vinhos com a chancela ‘La Rosa’, materializados num projecto idealizado por Jorge Moreira, enólogo da Quinta de la Rosa desde 2002 – actualmente está também na Real Companhia Velha, na sua Quinta do Poeira e no projecto MOB, este último no Dão. Em ano de excelência, Jorge Moreira decidiu, com total aval da família Bergqvist, criar dois “vinhos de vinha”. Assim nascia o ‘La Rosa Vale do Inferno’ e o ‘La Rosa Cerejinha’, vinhos com perfis bastante diferentes, ou mesmo opostos, mas que se complementam quando loteadas, juntamente com outros, dando origem ao ‘La Rosa Reserva’.

A ideia não se ficou pela criação dos vinhos, mas na sua comercialização conjunta, em que os vinhos desta trilogia falariam por si, ou melhor, pela Quinta de la Rosa. O objectivo era mostrar a diversidade de vinhos que podem surgiu no seio de uma mesma propriedade, tendo em conta singularidade do Douro, uma região com inúmeros terroirs. Um objectivo que mais facilmente se cumpriria através de uma experiência de prova, que permite também perceber a lógica utilizada no processo de composição do lote do ‘La Rosa Reserva tinto’.

O tinto ‘La Rosa Vale do Inferno’, tal como o seu nome sugere, é o elemento “mais quente” deste trio. As uvas têm origem na vinha com este nome, vinha essa que foi plantada há mais de 100 anos pelo bisavó de Sophia Bergqvist (co-proprietária e actual gestora da Quinta de la Rosa), ao longo do rio Douro. Em contraste, as uvas do ‘La Roas Cerejinha tinto’ provêm de uma vinha mais nova, plantada na encosta virada a norte, tornando-o assim a componente “mais fresca” do ‘La Rosa Reserva tinto 2005’, um néctar onde coabitam extremos, que, juntos, dão origem ao equilíbrio.

Provados nas celebrações do enólogo Jorge Moreira e a mostrarem uma garra e jovialidade estonteantes, são agora relançados. Aos dispor dos mais atentos vão estar apenas 30 caixas deste ‘La Rosa Trio Tasting Experinece 2005’. À venda com um PVP de €120,00, na loja da Quinta de la Rosa.

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