23% dos portugueses esperam pelos saldos para comprar os presentes

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O Natal já ficou para trás, mas quase um quarto dos portugueses terão esperado pela época de saldos para comprar alguns dos últimos presentes, conclui o mais recente estudo do Observador Cetelem, que analisou o consumo e as intenções de compra para a quadra natalícia. Este ano, 23% dos consumidores preferem aproveitar os preços mais vantajosos praticados nas promoções após o Natal, uma percentagem ligeiramente superior à de 2015 (20%), mas aquém da registada em 2013 (33%), a mais alta dos últimos seis anos.

Para a maioria dos consumidores (70%), esperar pelos saldos posteriores ao Natal não terá sido uma opção, tendo preferido comprar todos os presentes antecipadamente. Há, no entanto, 7% dos inquiridos que ainda não sabem se vão recorrer à época de saldos para realizar algumas compras finais.

São as mulheres que mais aproveitam os preços baixos praticados nos saldos, com 28% das consumidoras a referirem que deixam algumas compras de Natal para esta altura. Já os consumidores masculinos seguem menos esta tendência (18%). Em termos etários, são as gerações dos 18 aos 24 e dos 25 aos 34 anos (27%, em ambos os casos) que mais aguardam pela época de saldos para comprar os últimos presentes.

«Voltámos a verificar, este ano, que as pessoas entre os 45 e os 55 anos têm vindo a perder interesse em esperar pela época de saldos. Até 2013, a sua intenção de guardar algumas compras para este período era das mais elevadas entre todas as faixas etárias, mas essa tendência parece ter desaparecido e, a partir de 2014, são as gerações de jovens e de jovens adultos que mais aproveitam os preços baixos das promoções», conclui Pedro Camarinha, diretor de distribuição do Cetelem.

Ao nível regional, é no sul que existem mais consumidores a esperar pelos saldos que se seguem ao Natal (30%), bastante mais do que no norte (22%) e no centro (20%). No que diz respeito aos grandes centros urbanos, é Lisboa que mais adere a esta prática (27%), comparativamente com o Porto (19%).

Este estudo foi desenvolvido em colaboração com a Nielsen, tendo sido realizados 600 inquéritos por telefone, a indivíduos de Portugal continental, de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos, entre os dias 26 e 28 de setembro de 2016. O erro máximo é de +4.0 para um intervalo de confiança de 95%.

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