Bens de Grande Consumo crescem 2,5%, atingindo o valor mais elevado dos últimos 8 anos

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Segundo o relatório Growth Reporter referente ao último trimestre de 2016, desenvolvido pela Nielsen, a Europa apresentou, nos Bens de Grande Consumo, um crescimento de preços de 0,9% e um aumento de volumes de 0,8%. No total, assistiu-se a um aumento de vendas em valor de 1,8% (-0,3pp em relação ao período homólogo). No acumulado do ano de 2016, a Europa aumentou 1,3% nas vendas em valor, um crescimento muito aquém do registado em 2014 (2,6%) e em 2015 (2,4%).

Portugal entre os países que mais crescem

“Na Europa, os Bens de Grande Consumo registaram, no total do ano 2016, o crescimento mais baixo desde 2013. Neste contexto negativo, Portugal destaca-se com crescimentos muito positivos em 2016 versus 2015, acima da maioria dos países analisados (incluindo a Finlândia, o Reino Unido, a Alemanha, a Dinamarca, a Itália e a França, entre outros)”, refere Ana Paula Barbosa, Retailer Services Director da Nielsen.

De acordo com este relatório da Nielsen, Portugal destaca-se por ser o 5º país com maior crescimento em volume (2,6%) no total do ano. Também os preços revelam uma estabilização gradual, com decréscimos de apenas -0,1% em 2016 face a -0,3% em 2015 e -0,6% em 2014, demonstrando que “apesar de a aposta contínua em promoções continuar a ser uma realidade (44% das vendas), Portugal está a sair de um cenário de deflação nos Bens de Grande Consumo”, segundo Ana Paula Barbosa.

No total, assistimos a uma significativa recuperação do crescimento de vendas em valor em Portugal: em 2016, este crescimento foi de 2,5% (contra 1,3% na Europa), sendo este o maior valor alcançado desde os últimos 8 anos.

Segundo Ana Paula Barbosa, “esta é uma realidade que tem vindo a ser corroborada pelos mais recentes estudos Nielsen. Os consumidores portugueses estão mais confiantes do que nunca e mostram-se dispostos a consumir mais e a comprar produtos premium”.

Para além disso, “as boas condições climatéricas e a realização do campeonato europeu de futebol ajudaram a acelerar o consumo em Portugal a partir da segunda metade de 2016. Também o período do Natal se mostrou muito dinâmico no que se refere aos Bens de Grande Consumo, impulsionando claramente este crescimento e dando sinais claros de um cenário de recuperação”, explica Ana Paula Barbosa.

Os resultados positivos deste ano devem-se ao crescimento de categorias como as Bebidas (4% alcoólicas e 4% as não alcoólicas), os Congelados (4%), a Mercearia (3%) e a Higiene do Lar (3%). Também os produtos de Higiene Pessoal crescem 2%. Os Lacticínios recuperaram face ao período homólogo e apresentam um crescimento de 0% (quando, no final de 2015, apresentavam decréscimos de -3%).

“Apesar de as Marcas de Fabricante registarem um aumento de 3,5%, é notória a recuperação das Marcas da Distribuição, que apresentam, no total do ano, um crescimento positivo de 0,5% (contra um decréscimo de -2,8% no ano anterior). Foi a partir do início do verão que estas marcas começaram a apresentar resultados positivos, destacando-se especialmente no setor da Higiene Pessoal, em que o seu crescimento ultrapassou o das Marcas de Fabricante no total do ano de 2016”, explica Ana Paula Barbosa.

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