Vale da Lama, Ria de Alvor

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O Rio Alvor, ou Ria de Alvor, localizado entre as freguesias de Odiáxere (concelho de Lagos), e Alvor (concelho de Portimão), resulta da confluência de quatro linhas de água provenientes da encosta Sul da Serra de Monchique que dão forma a este complexo sistema estuarino que integra dunas, praias e terrenos agrícolas, mato semi-natural, pinhal e sapais salgados, além de abrigar espécies e habitats de interesse comunitário. A ria é protegida do oceano por dunas fixas que limitam a área de estuário com bancos de vasa e areia, antigas salinas, pisciculturas e sapais. O reconhecimento da singularidade ecológica da Ria de Alvor levou à sua classificação como Zona Húmida de Importância Internacional, Biótopo CORINE e Zona Especial de Conservação – Rede NATURA 2000. Bivalves e Conde de Lippe – Nos bancos de areia da ria de alvor se cultivam e recolectam bivalves como a amêijoa e o berbigão. Já as conquilhas, são apanhadas ao longo da praia, com a água do mar pela cintura e a ajuda de uma bolsa de arrasto. Consta que Guilherme Schaumbourg, Conde de Lippe, apreciava de tal forma as conquilhas, que as gentes de Lagos passaram a denominar o bivalve por condelipa, em homenagem ao Marechal das tropas portuguesas, contratado pelo Marquês de Pombal em 1762, a quem erradamente se atribui a decisão de edificar o Forte da Meia Praia.

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