Consumo moderado de bebidas com gás não tem efeitos negativos

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Segundo Rosario Cuomo, professor de Gastrenterologia da Universidade Federico II de Nápoles e coordenador de estudos científicos de análise dos efeitos das bebidas carbonatadas no sistema gastrointestinal, através das técnicas de ressonância magnética, “o consumo moderado de bebidas com gás em pessoas saudáveis não é prejudicial” para a saúde. Rosario Cuomo assinala ainda que “o gás das bebidas não engorda”. O gás, em si, não contém energia, pelo que não contribui para a ingestão de calorias.

O estudo levado a cabo pelo Prof. Dr. Rosario Cuomo e a sua equipa de investigadores demonstra que a ingestão de bebidas com gás em pessoas saudáveis “não tem efeitos negativos sobre o sistema gastrointestinal dentro dos limites normais de consumo, apesar de, segundo o médico, “até muito recentemente, acreditava-se que o dióxido de carbono estava relacionado com o refluxo gástrico”.

Neste sentido o Prof. Dr. Rosario Cuomo vem afirmar que “o consumo de bebidas carbonatadas, graças ao gás nelas contido, pode ajudar as pessoas que sofrem de problemas de digestão, já que o dióxido de carbono causa um ligeiro aumento da acidez do estomago, com uma possível melhoria do processo digestivo, alguns pacientes sentiram alívio nos sintomas através de um consumo regular de bebidas carbonatadas”.

Por outro lado, e em relação a uma possível associação entre o consumo de bebidas carbonatadas e uma menor incidência de cancro do esófago, é certo que “existem vários estudos que desvinculam esta relação, e que esses tipos de neoplasias no esófago estão mais associadas a doenças como o refluxo gástrico”.

Bebidas carbonatadas compatíveis com uma dieta equilibrada

Neste estudo, Rosario Cuomo assegurou também que o consumo de refrigerantes “é compatível com uma dieta equilibrada”, realçando que hoje em dia existem “diferentes bebidas calóricas, de baixas calorias ou mesmo sem calorias. O importante é saber escolher correctamente”. Para além disso, Rosario Cuomo vem afirmar que o gás das bebidas gasocarbónicas “não engorda”.

Enquanto que há uma percepção global que relaciona os efeitos benéficos da água com gás, o mesmo não se passa em relação às bebidas carbonatadas. Rosario Cuomo acredita que esta apreciação, apesar de “o gás ser o mesmo”, se pode dever a “outros componentes presentes em algumas bebidas carbonatadas, cujo consumo deve ser moderado em determinadas circunstâncias, como por pessoas com problemas de peso ou por crianças, devido ao açúcar e à cafeína”. Em relação a isso, voltou a recordar que hoje em dia existem no mercado, à disposição do consumidor, uma variedade de opções de diferentes bebidas, que não produzem efeitos negativos neste sentido.

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