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Entrevista a Ana Rebêlo, fundadora da Minúcias Joias

A Minúcias é uma Marca 100% Portuguesa que se distingue pela sua identidade e assinatura: o design de Ana Rebêlo, que, inspirado pelas formas da natureza, do tempo e da história, é materializado em joias que adquirem pela sua construção e essência, o poder da intemporalidade.

– Gostaria que nos falasse um pouco sobre o percurso da Minúcias Joias

AR – A Minúcias começou em 98. Após a conclusão do curso de pratas graúdas e cinzelagem comecei a trabalhar para algumas marcas de jóias nacionais com os meus desenhos, inicialmente como “Ana Rebêlo”, a desenhar e a produzir as jóias em minha casa. Depois de três anos e de ao longo do percurso ter arranjado um espaço maior e de ter passado por várias alterações na minha vida enquanto empresária, decidi montar a Minúcias. A marca começou a trabalhar com armazenistas como a Casa Ferreira Marques, a Topázio, Torcato Santos, com a Alfredo Moura Lda. que trabalha essencialmente com exportação, com o J. Barbosa…empresas muito fortes no sector. Passado algum tempo senti a necessidade de vender directamente as nossas criações para ourivesarias com todo o marchandising associado, e todo o conceito que pretendia. Desta forma podia proporcionar uma resposta muito mais rápida em termos de assistência e conseguia perceber quem era o meu público-alvo. A trabalhar para armazenistas o nosso trabalho é “fazer”, mas a comunicação fica a cargo de outros, a logística fica a cargo de outros, o que pode ser prejudicial quando se trabalha como criador.

– Como define o seu público- alvo?

AR – O meu público- alvo vem desde uma faixa etária muito baixa, crianças, até pessoas com oitenta. É o caso da minha avó, que usa as minhas jóias!

– Qual o “conceito Minúcias” e de que forma marca a diferença nas suas peças?

AR – Jóias muito assimétricas, arrojadas, com um cariz muito histórico, inspiradas na história e na natureza. Sou influenciada pela história da arte em geral, da arte deco e da arte nova.

– As suas peças têm uma identidade muito própria. Onde é que se inspira? Como surge uma nova peça?

AR – Começo primeiro por ver os desfiles de estilistas. Baseando-me nas cores e nas tendências de texturas, vou definindo a colecção naquele ano. Absorvo primeiro a tendência geral dos criadores em Itália e em França (especialmente em França, prefiro o design de joalharia francês).

– Uma marca de referência?

AR – A minha marca de referência de jóias é o António Bernardo, um brasileiro que também estudou em França. Cartier, Boucheron, a joalharia Vasari que é espanhola.

– A marca Minúcias Joias tem vindo a manter-se consistente ao longo de todos estes anos… qual é o segredo?

AR – Eu creio que sim, consistente e em ascensão! O segredo? Fazer sempre o que as pessoas procuram, ser flexível e acima de tudo, ser amiga dos meus clientes.

– A Minúcias está numa fase muito forte de internacionalização, quais são os países onde tem maior intervenção?

AR – Já vendemos para França, Moçambique, Angola, e Espanha.

– Perspectivas e objectivos para os próximos tempos?

AR – Internacionalizar e comunicar muito. Chegar à Rússia e ao Brasil de forma mais efectiva.

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