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Roman Polanski adapta ao cinema «A Partir de Uma História Verdadeira», de Delphine de Vigan

roman-polanski-adapta-ao-cinema-partir-historia-verdadeira-delphine-vigan_1O realizador Roman Polanski vai adaptar ao cinema o mais recente romance da escritora francesa — e também realizadora — Delphine de Vigan, “A Partir de Uma História Verdadeira”. Olivier Assayas será o argumentista e estima-se que o filme chegue às salas de cinema em 2018.

Esta não é a primeira obra de Delphine de Vigan a ser adaptada ao grande ecrã. Obras anteriores como No et Moi ou À Coup Sûr são exemplo disso. A Partir de Uma História Verdadeira conta a inquietante história – que se suspeita que seja autobiográfica – da luta de uma escritora em começar um novo livro e a
relação perigosa que mantém com uma fã obcecada.

“Sim L. entrou na minha vida e perturbou-a profunda, lenta, segura e insidiosamente. L. entrou na minha vida como num palco de teatro, a meio da representação, como se um encenador se tivesse esforçado por esbater tudo à sua volta para lhe dar destaque, como se L. fosse planeada para revelar a sua
importância, para que naquele preciso momento o espectador e as outras personagens presentes na cena (eu, neste caso) só tivessem olhos para ela, para que
tudo, à nossa volta, ficasse em suspenso, e que a voz dela se ouvisse no fundo da sala, enfim para que ela pudesse sobressair.»

A Partir de Uma História Verdadeira foi galardoado com os prémios Renaudot 2015 e Goncourt des Lycéens 2015 e encontra-se disponível para compra nas livrarias portuguesas bem como online.

Sinopse

«Delphine crê que a sua incapacidade de escrever terá coincidido com a entrada de L. na sua vida. L. é a mulher perfeita: muito bonita, impecavelmente cuidada, tem grande sofisticação e inteligência. L. está também ligada à escrita – é ghostwriter. L. insinua-se lenta mas inexoravelmente na vida de Delphine: lê-lhe os pensamentos, adivinha-lhe os desejos e necessidades, termina-lhe as frases, torna-se totalmente indispensável – é a amiga ideal. Mas, aos poucos, veremos que ela isola Delphine, lhe lê os diários, a correspondência. Entra na vida da amiga de forma insidiosa, e nela permanece, apropriando-se de tudo. É aqui que há um volte-face na intriga – até agora muito perto do real – e numa possibilidade autobiográfica. Um livro apaixonante sobre relações de poder, sobre o papel do escritor e da literatura. Um jogo de espelhos complexo e hábil, sempre entre a realidade e a ficção.»

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