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CTT homenageiam a Calçada Portuguesa com emissão filatélica

Os CTT Correios de Portugal lançam uma emissão filatélica dedicada à Calçada Portuguesa com quatro selos que a representam, nomeadamente em Lisboa no Jardim da Estrela, no Porto na Praça Velasquez, na Madeira, Funchal, nos Açores no Jardim Duque da Terceira e um bloco com quatro selos da calçada portuguesa em Macau, Espanha, Brasil e Estados Unidos da América.

Foi no século XIX, onde as grandes correntes humanitárias se desenvolveram na Europa e fomentaram as grandes viagens e o Revivalismo, que Lisboa se revestiu da Arte Nova.
Eusébio Cândido Pinheiro Furtado, Tenente de Armas da Cadeia do Castelo de São Jorge, promoveu um novo conceito de empedrar o chão ao estilo de mosaico, com pedras brancas e pretas, que passou a denominar-se calçada-mosaico.

Como primeira experiência utilizou o próprio átrio do presídio, depois, a uma nova escala, pavimentou a emblemática Praça Dom Pedro IV (Rossio). O trabalho desta Praça resultou num empedrado de 8712 metros quadrados, coberto de ondas a preto e branco. Com o crescimento da cidade novas ruas foram pavimentadas com este conceito, passando a designar-se definitivamente por Calçada Portuguesa.

O Passeio Público encheu-se de elementos gráficos ligados à história da cidade, como caravelas e delfins. Nos anos 40 do século XX, a Calçada Portuguesa tem o seu expoente máximo na elaboração de grandes pavimentos como os da Exposição do Mundo Português e do Estádio Nacional e, mais tarde, já nos anos 60, a arte sai definitivamente à rua para ser admirada por todos. Nos finais do século XX, a Expo’98 convidou alguns novos artistas-plásticos a desenhar para a calçada desenhos mais arrojados.

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