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2018-11-21

6 conselhos para uma postura mais saudável no trabalho

Os portugueses revelam uma tendência cada vez maior para procurar ajuda para as dores frequentes que sentem nas costas. O problema que, anteriormente, era associado a faixas etárias superiores e a maleitas próprias da idade que o justificavam, está hoje relacionado com um estilo de vida predominantemente sedentário e, por isso, de promoção de uma postura incorrecta na maioria das tarefas do dia a dia. O alerta é feito pela Associação Spine Matters, no âmbito do Dia Mundial da Coluna.

Segundo Luís Teixeira, médico ortopedista e especialista da coluna, os portugueses estão mais conscientes e preocupados, havendo uma maior procura de aconselhamento médico voltado para este problema. “A procura de ajuda especializada e o seu aumento revela uma mudança de mentalidades gradual mas muito positiva, que já não deixa chegar a um ponto de ruptura uma condição que poderia ter sido gerida de outra forma. E, quanto mais cedo se alterarem hábitos e, nos casos necessários, se visitar um especialista, melhor. Atualmente, as dores nas costas já representam a segunda causa em Portugal de visitas ao médico, e o primeiro motivo de absentismo laboral. Contudo, sabemos e está mais do que comprovado que a maioria dos problemas de coluna são evitáveis”.

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Como prevenir? Seis conselhos do ortopedista Luís Teixeira para ter uma postura mais saudável no trabalho:

1. Se trabalha longas horas frente ao computador sente-se com os joelhos ligeiramente mais altos do que as ancas, coloque o monitor ao nível dos olhos e os cotovelos ao nível da mesa;

2. Se tem por hábito transportar objetos pesados, opte por segurá-los junto ao corpo e divida a carga equilibradamente dos dois lados de forma a não sobrecarregar tanto a coluna;

3. Faça intervalos de 10 minutos de 50 em 50 minutos para circular e aliviar a pressão nas costas e a tensão acumulada nos ombros e zona cervical;

4. Faça alongamentos, sobretudo ao nível dos braços, pescoço e costas;

5. Use um tapete para o rato com suporte para o pulso de forma a prevenir tendinites e prefira cadeiras com apoios de braços;

6. Fora do emprego pratique Yoga ou Pilates de forma a melhorar a sua postura, fortalecer os músculos abdominais que ajudam a suportar a coluna e aumentar a sua flexibilidade.

Dados nacionais: absentismo laboral e custos financeiros

Recorde-se que segundo dados da Organização Mundial de Saúde, as dores nas costas são responsáveis por 50% dos casos de incapacidade física na população adulta, levando 400 mil portugueses a faltarem ao trabalho por ano, a uma média superior a 33 mil por mês. Esta tendência crescente, que é já a segunda causa de ida ao médico, tem ainda um saldo pesado nas contas públicas. Em Portugal, só a taxa de absentismo e as reformas antecipadas provocadas pela dor crónica nas costas e articulações representa um despesa indireta de quase 740 milhões de euros anuais, de acordo com uma investigação desenvolvida, em 2012, pela Universidade Católica.

Estatísticas portuguesas

Entre janeiro e setembro deste ano, quase 2300 portugueses procuraram ajuda especializada no Spine Center – a maior unidade de cirurgia da coluna nacional – devido a dores nas costas, totalizando uma média de 244 consultas por mês. De entre os pacientes, no ano de 2016, verificou-se ainda um aumento até à data de 9% dos casos em idade ativa (entre os 25 e os 55 anos) algo que Luís Teixeira, médico ortopedista e especialista da coluna, refere como sendo “cada vez mais uma tendência”, salientando os dados preocupantes da OMS que reforçam que 7 em cada 10 pessoas terão algum problema na coluna durante a vida.

Sedentarismo e má postura vs aumento de dores nas costas na população jovem

Apesar da procura ser crescente, o número de jovens com esta patologia está também a aumentar. De acordo com o presidente da Associação Spine Matters, “Há cada vez mais pessoas jovens e adultos com problemas do foro músculo-esquelético, sobretudo devido à má postura no local de trabalho e ao uso frequente de dispositivos móveis. No entanto, o stress, o ritmo de vida acelerado e o ‘multitasking’ também estão na origem de muitos dos casos que chegam à nossa unidade”, refere.

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