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2018-11-21

Portugal entre os países com melhor índice de talento do mundo, ocupando o 31º lugar do ranking

O talento converteu-se num dos principais factores a ter em conta no mercado de trabalho a nível mundial e por isso mesmo um fator que os líderes empresariais, os definidores de políticas e o mundo académico, têm de compreender plenamente.

Perante este panorama, a Adecco, líder mundial na gestão de recursos humanos, em conjunto com a Escola de Negócios Internacional (INSEAD) e o Human Capital Leadership Institute (HCLI), criaram pelo quarto ano consecutivo o Global Talent Competitiveness Index (GTCI), um estudo exaustivo orientado para a resolução das questões relacionadas com a competitividade no mundo do trabalho.

Lançado pela primeira vez em 2013, o GTCI fornece dados e análises que ajudam a desenvolver estratégias no âmbito do talento, a superar desajustes e a ser-se competitivo no mercado global.

Este índice foca a capacidade dos países de gerirem o talento através da atração, crescimento e retenção do mesmo. Por outro lado, a diferença entre os níveis de talento, resume-se em capacidades de nível médio ou de nível elevado.

“Em 2017 o tema principal do GTCI centra-se no talento e na tecnologia. Contrariamente a algumas previsões sobre um “futuro sem emprego”, as análises e os capítulos presentes no relatório deste ano indicam que as pessoas, as máquinas e os algoritmos se encontram em sintonia para criar um futuro laboral onde são dependentes e adquirem novas capacidades”, refere Carla Rebelo, Diretora Geral da Adecco Portugal.

A edição deste ano revela assim, que os países europeus continuam a liderar o ranking GTCI, com 16 deles a encontrarem-se no top 25 (Fig.1). A Suíça mantem a primeira posição do ranking, sendo que este ano o índice soma ainda três países não europeus entre os 10 primeiros: Singapura, no 2º lugar, Estados Unidos na 4ª posição e a Austrália na 6ª.

Os líderes não Europeus do ranking tendem a ser países que desenvolvem a sua economia no sentido de se tornarem mais atrativos ao nível da taxa de empregabilidade. As grandes diferenças entre países no que se refere a resultados do Índice são fundamentadas pelas diferenças de desempenho em determinadas competências. As economias diferem substancialmente na taxa de retenção e assemelham-se no que se refere às capacidades de crescimento.

Portugal no Ranking

No ranking geral que conta com a presença de 118 países, Portugal assume a 31º posição, com uma avaliação de 55,40 pontos, e pertence ao grupo de países com rendimentos elevados.

Dentro das seis competências que são analisadas no Índice (Fig.2), o nosso país apresenta um bom comportamento ao nível das novas oportunidades, ocupando o 33º lugar. No que se refere à atratividade de mercado e habilidades globais de crescimento, encontra-se na 27ª posição. Ao nível da competência profissional e técnica, ocupa o 50º lugar e no que se refere a conhecimentos globais o 35º. Por fim, e quanto à taxa de retenção ocupa uma boa posição, destacando-se no 22º lugar.

O pilar com piores resultados para Portugal é a competência profissional e técnica (50), o que significa que o panorama dos trabalhadores deve ser trabalhado de forma a melhorar a este nível.

Em geral, os países entre os 15 primeiros no ranking global do GTCI demonstram um forte desempenho em cada uma das seis competências do modelo.

Desenvolvimento da tecnologia e atração de talentos

A tecnologia de que os países dispõem depende muito de como as sociedades e as instituições se adaptam às realidades e necessidades emergentes. No estudo, as políticas de emprego e a educação são os dois principais desafios políticos apontados no crescimento de talento, uma vez que refletem as mudanças emergentes nas organizações, os modelos de trabalho e as capacidades da economia do século XXI.

Quando falamos em maximizar as capacidades de talento no contexto da revolução tecnológica, encontram-se envolvidas quatro grandes forças: a preparação do sistema educacional, que mede a qualidade de competências básicas, a utilização de tecnologia para fins educacionais, o acesso a oportunidades de aprendizagem ao longo da vida e ainda a relevância do sistema de ensino às necessidades da economia; a preparação do sistema de emprego, que é medida pela flexibilidade do mercado de trabalho, o acesso a uma rede de segurança forte e à força da cooperação dos trabalhadores; as partes interessadas, relações governo-negócio; e por fim, o nível de competências tecnológicas.

Entre as competências tecnológicas, a posição de Portugal é pouco favorável, embora em desenvolvimento, uma vez que o sistema de ensino e as próprias empresas estão a procurar crescer. O trabalho virtual, as redes sociais e o espírito empreendedor são competências que têm vindo a ser desenvolvidas por parte não só das empresas mas também dos futuros trabalhadores.

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