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Chocolate “bean to bar” agora em Portugal

A beantobarchocolates.com é uma nova loja online que traz para o mercado português chocolates com alto teor de cacau, fabricados com grãos de elevada qualidade, cuidadosamente selecionados por fabricantes que controlam todo o processo de produção. A loja esteve recentemente presente no Mercado do Chocolate no Campo Pequeno, e vai estar presente no Mercado do Chocolate que se realiza em Cascais, de 3 a 5 de março.

O resultado é um chocolate muito mais aromático, saboroso, puro e saudável.

À semelhança do vinho e do café, também o cacau varia de sabor e de complexidade em função da região, da variedade e das características próprias de cada plantação.

A industrialização gradualmente eliminou esta componente do cacau, mas a “revolução bean to bar”, iniciada nos EUA e em clara expansão na Europa, propõe-se reclamar para o cacau, o lugar que ele merece como alimento de conforto, cheio de sabor e de personalidade.

A variedade e qualidade dos grãos; o “terroir” e as diferentes técnicas adotadas durante o processo de fabrico são os fatores que podem influenciar o sabor do chocolate “bean to bar”. Desde os sabores base: doce, salgado, azedo e amargo até sabores mais finos e subtis, todos eles podem ser sentidos numa prova.

De uma forma geral, os cacaus “raros” Criollos e Trinitarios incluem uma maior riqueza de notas de sabor. O cacau Criollo é maioritariamente originário da América Central e do Sul e possui um sabor distinto e mais complexo. Diferente dos outros dois tipos. O cacau Trinitario é uma mistura de Criollo com Forastero proveniente da ilha de Trinidad. Finalmente o cacau Forastero é originário da região amazónica do Brasil.

Um chocolate comum industrializado não possui sabores secundários. Isto pode ser causado pelo tipo de misturas efetuado, pela utilização de grãos de menor qualidade, demasiada torragem ou pela presença de aditivos como gorduras hidrogenadas, aromas artificiais, corantes, açúcar excessivo ou adoçantes artificiais.

Um chocolate é considerado complexo se nos transporta numa viagem de sabores.

A complexidade é normalmente o reflexo do terreno onde o cacau cresceu, combinado com torragem a temperaturas adequadas de modo a não destruir as “nuances” do próprio grão.

A Bean To Bar Chocolates vende chocolate fabricado segundo o processo “bean to bar” com grãos provenientes de 18 países, mas principalmente de:

  • Madagáscar – fruta (citrinos, frutos vermelhos, frutos desidratados)
  • Venezuela – muito amplo, frutado, frutos secos, intenso chocolate
  • Vietname – fruta (citrinos), especiarias, chá
  • Peru – fruta tropical, terra (madeira, tabaco, cogumelos), ervas
  • Equador – fruta, frutos secos, canela, café
  • Indonésia – citrinos, especiarias, frutos secos
  • Brasil – terra (frutos secos, madeira, café), fruta, torragem
  • Nicarágua – frutos secos, café, pimenta, tabaco

Além disso, a fabricação “bean to bar” permitiu a redescoberta de novas regiões de cultivo e variedades quase extintas de cacau, que estão a ser nutridas e protegidas para o futuro. Os artesãos “bean to bar” incentivam práticas sustentáveis e oferecem aos agricultores uma alternativa rentável a outro tipo de colheitas, que requerem a devastação da floresta húmida.

Outro aspeto importante relacionado com o consumo de chocolate fabricado de acordo com este processo é a possibilidade de usufruirmos dos cerca de 300 compostos químicos existentes no cacau orgânico, saudável, rico em nutrientes e com potenciais benefícios para o nosso organismo em 3 áreas, nomeadamente no aumento do colesterol bom (HDL), no ferro e outros minerais e como intensificador do humor.

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