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Católica integra projeto europeu que explora o potencial das leguminosas

A Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa é uma das entidades que participa no TRUE – Percursos de Transição Para Sistemas de Produção Sustentáveis Baseados nas Leguminosas na Europa, um novo projeto europeu que visa explorar o potencial das leguminosas. Apesar de altamente sustentáveis, uma vez que não requerem fertilizantes de azoto inorgânicos, as leguminosas não são ainda adotadas numa prática agrícola comum, devido, sobretudo, às dúvidas relacionadas com a sua rentabilidade. Este facto faz com que as leguminosas sejam cultivadas em apenas dois a três por cento das terras aráveis ​​da União Europeia, tornando-a altamente dependente das importações e de energia fóssil, necessária para a produção de fertilizantes azotados inorgânicos.

O projeto TRUE pretende alterar exatamente este cenário. A investigação envolve 24 parceiros, de 10 países europeus, que se juntaram para explorar e desenvolver sistemas agrícolas e agropecuários sustentáveis ​​baseados nas leguminosas, sendo que a ESB surge como a entidade responsável pela avaliação nutricional, pelo desenvolvimento de produtos inovadores para alimentação humana e, ainda, para rações animais baseadas em leguminosas. O consórcio inclui, não apenas investigadores de diferentes países, mas também empresas que operam em produção e processamento de leguminosas, na sua comercialização e distribuição pelas cadeias alimentares.

Ração animal com base em tremoços e feijão

É importante referir que o projeto TRUE inova em toda a cadeia de valor, desde o desenvolvimento de novas práticas agrícolas, até ao uso de leguminosas como “fertilizantes vegetais” ou “fertilizantes vivos”, e ainda no que se refere aos testes de novas tecnologias alimentares para melhorar a alimentação e a formulação de alimentos. A este nível, saliente-se que as inovações para ração incluirão, por exemplo, o uso de tremoços e feijão para novos alimentos de aquacultura. O TRUE pretende aproveitar, igualmente, os benefícios ambientais e sociais das leguminosas, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e a poluição da água e promovendo uma alimentação mais saudável com proteínas de alto valor, o que irá aumentar, simultaneamente, a competitividade comercial das leguminosas na UE.

Refira-se que a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa integra, assim, um amplo consórcio europeu, que obteve sucesso na concessão de um novo projeto de cinco milhões de euros do programa Horizonte 2020 da UE “Segurança Alimentar Sustentável (SFS) – Cadeias de valor de recursos resilientes e eficientes “. O projeto envolve, além de Portugal, países como Croácia, Dinamarca, Alemanha, Grã-Bretanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Eslovênia e Espanha, e conta com a apoio de parceiros académicos e de empresas que operam na produção e processamento de leguminosas e na distribuição e comercialização.

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