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«Mães Arrependidas», o livro que abre o diálogo sobre o instinto maternal

Chega hoje às livrarias portuguesas «Mães Arrependidas», um livro indispensável para um debate de uma atualidade premente, a da maternidade. Fruto de uma investigação realizada por Orna Donath entre 2008 e 2013, «Mães Arrependidas» descreve vários caminhos percorridos por mulheres, de diferentes grupos sociais, que se arrependeram de ter sido mães.

Com vinte e três testemunhos de mães que desejam não o ter sido, a socióloga orienta os leitores pelos caminhos da maternidade, nomeadamente pelo que é ditado pela sociedade versus o que as mulheres vivenciam; pelas exigências e pelo que é esperado que as mães devem parecer, fazer e sentir; pelo arrependimento materno e pelo desejo de se desfazer o irreversível; pelas experiências destas mulheres e pela procura de identidade entre o silêncio e o discurso; e ainda pela investigação das mães por meio do arrependimento.

«Neste livro, descrevo os vários caminhos que estas mulheres percorreram até chegarem à maternidade, analiso os seus mundos intelecto-emocionais após o nascimento dos seus filhos, e conceptualizo os seus sentimentos e os conflitos dolorosos nas suas vidas fruto da discrepância entre o desejo de serem mães-de-ninguém e o facto de serem mães de filhos. Além disso, investiguei o modo como diferentes mulheres reconhecem e lidam com estes conflitos», afirma a autora na introdução do livro.

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