Puralã Wool Valley Hotel, um hotel que é um destino na Covilhã

Fica no sopé da Serra da Estrela e chega-nos com um nome que só ele nos deixa confortável: Puralã Wool Valley Hotel & Spa. E nós fomos conhecê-lo numa viagem que começou em Lisboa. Quando se ouve falar em pura lã, sabemos que estamos a falar de um artigo de qualidade e com o hotel não é diferente pertencendo desde setembro a rede Boutique & Lifestyle Lodging Association.

Anteriormente era conhecido como Hotel Turismo da Covilhã mas depois de uma remodelação de 1,5 milhões de euros, abraçou a herança dos lanifícios da região e juntou-se ao coro dos novos fôlegos da cidade que querem mostrar que a cidade não é só a Serra da Estrela, tem muito para mostrar durante todo o ano.

É por isso que o hotel respira a cultura e a história da região, projetando-a através da decoração inspirada nas fábricas de lanifícios, no próprio espírito rústico da lã e dos novos talentos que surgem na região que, orgulhosos da sua génese, utilizam aquele material para criar inúmeras peças, sejam de artesanato ou de roupa.

Poderíamos ser levados a pensar que um hotel numa região serrana, intimamente ligada ao inverno, em que esta tudo relacionado com a lã, não seria apelativo nos dias quentes do verão. Não podíamos estar mais errados. Afinal como diz o ditado alentejano “o que protege do frio, protege do quente”

Nos 100 quartos do hotel podemos ver a influência da lã, nomeadamente nas cores e em diversos apontamentos como as mantas nas camas, as almofadas decorativas ou os estofos das cadeiras. O cru e os castanhos são os tons predominantes da decoração não só dos quartos, mas também das áreas públicas e que se complementam com alguns objetos antigos como uma caixa registradora, um relógio de ponto de uma fábrica, entre outros. Quem quiser ficar a saber tudo sobre a transumância na região pode ler ali mesmo, na receção, onde existe um livro à disposição.

Toda a herança dos lanifícios é captada e reproduzida num grande mural da autoria da artista local e estilista Fátima Pereira Nina, que está exposto numa das paredes na área do bar e do restaurante. Ali lê-se “Se os filhos de Adão pecaram, os da Covilhã sempre cardaram”. O mural explica-se dividindo-o em oito painéis. No primeiro conta-se a história da alteração da paisagem urbana ao longo dos séculos. Com o passar dos tempos os habitantes foram subindo a montanha e fixaram-se a cerca de 800 metros, numa encosta íngreme da serra, localizada entre as ribeiras da Degoldra e da Carpinteira, enquadrando a Covilhã na Rota da Transumância, ou seja, durante o verão os rebanhos subiam a serra para se alimentarem dos pastos mais verdes, e quando as temperaturas desciam, eram conduzidos para terras mais baixas onde o frio era menos rígido.

O painel dois fala das manufaturas em grande parte impulsionadas pela comunidade judaica e de todas as atividades que contribuíram para o desenvolvimento da indústria lanifícia que num primeiro momento era uma atividade de carácter doméstico e artesanal. Algo explicado no painel seguinte. Toda a história é assim explicada ao longo do mural até aos dias de hoje. No fundo o mural acaba por desempenhar uma função didática além da estética.

A arte está presente não só na forma do mural, mas também de muitas outras, entre elas a gastronomia. No Bar Bistro & Restaurante os clientes pudemos apreciar a maestria do chef Helder Bernardino que aproveita o legado regional gastronómico e o interpreta criando pratos em que utiliza ingredientes biológicos e genuínos da Covilhã, como são os casos do queijo, enchidos e os vinhos. Aqui insere-se a tosta de queijo da serra com presunto serrano e salada de alface e rúcula, o carpaccio de vitela com alcaparras e chutney de cebola roxa ou o pastel de molho da Covilhã com caldo de açafrão, uma opção que também é servida ao lanche com chá preto em vez do caldo. Nos pratos principais, um dos destaques vai para a costeleta de vitela com maionese de alho ou para o lombo de bacalhau com Brás de batata. Nas sobremesas pudemos provar a tarte de limão merengada e o petit gateau de cereja com sorvete de lima.

Apesar dos sabores regionais serem a inspiração, o chef Helder não esquece aqueles que não incluem alimentos de origem animal na sua dieta, sejam vegetarianos ou ovolacteovegetarianos ou macrobióticas. O restaurante do Puralã Wool Valley Hotel & Spa tem capacidade para 130 pessoas e disponibiliza serviço “a la carte” e um buffet diário com entradas, pratos quentes, saladas quentes, queijos e sobremesas

Mas se o Bar Bistro & Restaurante aproveita os produtos autóctones, também o restaurante Cozinha d’Avó no Clube de Campo, deixa adivinhar as delícias que ali se confecionam. Com o chef António Mendes à frente da brigada, da cozinha saem delícias como o cabrito assado da avó, que é um dos pratos mais solicitados, o bacalhau frito com queijo da serra ou o bife com queijo da serra. Na refeição não faltaram os enchidos da região, cogumelos recheados com queijo da serra e o presunto.

Ritual da lã para ficar bem relaxado depois de um dia cheio

O Natura Clube & Spa do hotel também não foge ao tema da lã e para isso, além de tratamentos como o duche Vichy, criou um ritual que proporciona momentos únicos de relaxamento. A começar pelo ambiente zen – que é transversal a todos os tratamentos no spa -, todo o ritual da lã está feito para nos sentirmos nas nuvens com produtos únicos da Serra da Estrela. Começa por um envolvimento de chá verde da Idanha, aveia, zimbro e gerânio que ajudam à desintoxicação do organismo disse a terapeuta; relaxa-se durante uns minutos e depois de um duche para retirar o envolvimento, segue-se uma massagem de corpo inteiro, com aplicação, através da Lã, de um óleo quente 100% biológico à base de azeite extra virgem da Beira Baixa. A aplicação tem uma ação nutritiva, suavizante e hidratante, complementada com extratos naturais de essência de lavanda, que lhe confere uma sensação calmante e relaxante. Termina com mais uns minutos de relaxamento, ou como lhe, o suave regresso à dura realidade…

O ritual da lã é, aliás, uma forma fantástica de terminar o dia, seja depois de uma sessão no ginásio, ou depois de passar pela piscina interna e externa, depois de calcorrear a cidade a fazer um dos roteiros propostos pelo hotel que abraçou o conceito de lifestyle e quer ser mais do que um local para dormir. A missão é ser um ponto de partida para tudo o resto da cidade, daí ter os fins-de-semana temáticos e os roteiros. Concebidos especificamente para serem vividos a em família, a solo ou a dois, ou dedicados a um tema, todos os roteiros incluem locais e pontos de interesse na cidade, sejam museus; espaços fabris reconvertidos – como é o caso do fantástico New Hand Lab, um polo criativo que abriga artistas e criadores locais que atuam em diversas áreas, desde a moda, à fotografia, passando pelo artesanato, escultura entre outros -; casas senhoriais; elevadores e escadas; entre outros. Alguns pontos repetem-se nos diversos roteiros, mas a ideia disse a diretora de marketing e vendas Ana Morais, é mostrar a cidade tal como é hoje, mas sem esquecer a sua herança.

De entre todos, o destaque vai para a arte urbana seja para fazer o roteiro que inclui diversos pontos de arte urbana. A Covilhã converteu-se à arte urbana e recebe periodicamente o festival de arte urbana Woolfest. Das edições que já se realizaram perduram uma série de obras que agora fazem parte de um roteiro. Destas obras, o grande destaque, não só pela notoriedade do autor, mas sobretudo pelo impacto que tem, vai para o enorme mocho, símbolo de sabedoria e cultura, de Bordalo II. “Owl Eyes” feito de lixo e sucata, como é apanágio do autor, decora uma das paredes de um edifício degradado do centro histórico. Esta instalação foi considerada em 2014 como uma das melhores do mundo.

O festival é organizado pela equipa da Tentadora, um espaço de cowork, loja e galeria que funciona numa mercearia com 80 anos e que foi recuperada no centro histórico da cidade.

Apesar da Serra da Estrela ser sempre um elemento de atração do qual a Covilhã não pode, nem deve, dissociar-se, existem outros motivos de visita. O Puralã Wool Valley Hotel é apenas um deles, por isso, seja qual for o fim-de-semana, ao longo do ano, aproveite e vá até lá. Nós iremos, até porque desta vez não houve tempo para conhecer tudo!

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