«Estou Viva, Estou Viva, Estou Viva», de Maggie O’ Farrell

«Quando és criança, ninguém te diz: “vais morrer”. Tens de descobrir isso por ti. Algumas pistas são: a tua mãe a chorar e, depois, a fingir que não estava a chorar; não deixarem os teus irmãos virem visitar-te; a expressão de preocupação, gravidade e um certo fascínio com que os médicos olham para ti; a maneira como as enfermeiras se esforçam por não te olharem nos olhos; familiares que vêm de muito longe para te verem. Quartos de hospital isolados, procedimentos médicos invasivos e grupos de estudantes de Medicina também são sinais claros. Ver ainda: presentes muito bons.»

Maggie O’Farrel, autora multipremiada e uma das vozes mais interessantes da literatura atual, relata, em Estou Viva, Estou Viva, Estou Viva, as 17 experiências de proximidade com a morte que viveu durante a sua vida, num tom de memória e com um caráter literário muito presente.

Uma doença na infância que deveria ter sido fatal, uma fuga em adolescente que quase termina em desastre, um encontro assustador num caminho isolado, um parto arriscado num hospital com falta de pessoal – estes são apenas quatro dos dezassete encontros com a morte que Maggie O’Farrell relata na primeira pessoa. São histórias verdadeiras e fascinantes que impressionam, comovem, arrepiam e, sobretudo, nos fazem recordar que devemos parar, «respirar fundo e ouvir o bater do coração». Os primeiros capítulos estão disponíveis para leitura aqui.

Sobre a autora:

Maggie O’Farrell nasceu na Irlanda do Norte, cresceu entre Gales e Escócia, e, atualmente, vive em Edimburgo. Trabalhou como jornalista e editora literária no Independent on Sunday, e deu aulas de escrita criativa. Em 2010, recebeu o prémio Costa com o romance The Hand That First Held Mine, e, em 2013, foi finalista do mesmo prémio com o romance Instructions for a Heatwave. Os seus livros estão publicados em 20 países.