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2019-01-16

Oboé 17, o vinho da exceção à regra

Produzido pela primeira vez em 2011, a quinta edição do Oboé 17 é já um dos lançamentos mais aguardados no mercado. A elevada procura justifica-se pelo próprio perfil único e diferenciador do vinho, que segue uma receita rigorosa da vinha à adega. Por esse motivo, chega quase sempre com quantidades muito limitadas ao mercado.

Para que este vinho seja feito, é necessário reunir um conjunto de requisitos, muitos dos quais dependem apenas da vontade da natureza. Em primeiro lugar, as condições climatéricas, com o tempo a fazer-se sentir atipicamente quente e seco. Depois, a mestria e ousadia do enólogo, que deve controlar, de forma atenta, cada etapa do processo de produção.

Por último, mas não menos importante, as características e a qualidade da própria uva. Os 17 graus de álcool do vinho apenas são conseguidos através da vinificação e fermentação alcoólica das uvas, que no caso do Oboé são provenientes de uma parcela especial de vinha, onde se registam temperaturas muito altas, o que permitem que as uvas atinjam uma elevada concentração de açúcar.

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São maioritariamente da variedade Touriga Franca (80%), sentindo-se também o carácter da Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Segue-se uma longa e lenta fermentação que pode durar entre 28 a 30 dias (contra os 10 dias de um tinto “normal”), com o objetivo de criar uma fermentação lenta e uniforme, e sobretudo capaz de prolongar a vida útil das leveduras.

O resultado é um vinho encorpado e volumoso, como seria de esperar pelo teor alcoólico, mas surpreendente pela elegância, equilíbrio e frescura. A cor profunda revela-lhe os aromas intensos a fruta madura, afirmando-se como companhia perfeita para a gastronomia tradicional portuguesa, desde os típicos assados aos cozidos de carnes fortes. Está ainda à altura de queijos mais apurados.

E se o processo de produção segue uma rigorosa receita, o seu serviço e conservação são também fundamentais para garantir a máxima qualidade do vinho. Deve ser bebido, no início da refeição, a 16ºC, podendo aumentar 1 a 2 graus sem perder o brilho. Para quem preferir adiar a abertura da garrafa, recomenda-se que esta seja guardada num local escuro e frio, idealmente deitada.

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