Rachel Cusk: a verdade central da vida moderna

Recém-divorciada e a braços com dois filhos, Faye, escritora e professora de escrita criativa, troca o campo pela agitação da vida na grande cidade de Londres, enquanto se esforça por construir uma nova realidade para si e para a sua família. Essa perturbação vai ser o catalisador de uma série de transições – pessoais, morais, artísticas e práticas. Em «Trânsito», Faye é confrontada com aspectos da realidade – aspetos de vulnerabilidade e poder, de morte e renovação. E trava uma luta para se religar a si própria e à sua crença na vida.

Sobre a autora:
Rachel Cusk é autora de nove romances – nomeados e galardoados com numerosos prémios –, três trabalhos de não ficção, uma peça de teatro e muitos pequenos ensaios. Foi considerada pela revista Granta, em 2003, uma das melhores jovens romancistas britânicas. Estudou Inglês em Oxford e publicou o primeiro romance aos 26 anos, e os seus temas relacionados com o feminino e a sátira social mantiveram-se centrais na sua obra durante toda a década seguinte. Também os seus relatos autobiográficos sobre a maternidade e o divórcio foram em simultâneo inovadores e controversos. Mais recentemente, Rachel Cusk evoluiu para uma nova forma, que representa a experiência pessoal, evitando a subjetividade e o literalismo, e que se mantém liberta da convenção narrativa. Esse projeto transformou-se numa trilogia (Outline, Transit e Kudos). Outline, eleito um dos cinco melhores romances de 2015 pelo New York Times, foi publicado pela Quetzal, em 2017, com o título A Contraluz, a que se segue, agora, Trânsito.

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