Forneria – uma viagem até aos sabores e tradições de Itália

O dia era sexta-feira 13, um dia aziago, dizem, mas não foi. A experiência no Forneria foi uma agradável surpresa. O restaurante, localizado na ponta mais a norte do Parque das Nações, estava cheio à hora do almoço, pelo menos no interior, já que a esplanada tinha lugares disponíveis, mas infelizmente o tempo não convidava a uma refeição “al fresco”.

Apesar do burburinho normal de um restaurante preenchido, foi possível termos uma refeição agradável e servida com rapidez, tendo em conta o número de pedidos. Ao fundo do restaurante, os pizzaiolos não tinham, literalmente, mãos a medir, e com destreza iam abrindo a massa, recheando e colocando por uns minutos no forno a 300ºC, onde a lenha de azevinho e sobreiro queimava lentamente. O forno que é, aliás, uma das estrelas do local, foi montado no próprio restaurante, tijolo a tijolo, e com argila do Vesúvio. Um dos lemas do restaurante é aliar a tradição e modernidade a uma cozinha contemporânea, valorizando algumas das mais antigas técnicas italianas.

Ali utilizam-se ingredientes de produtores italianos, disso fazem questão os responsáveis. A massa, que descansa entre a 20 a 24horas, é aquilo que se pretende de uma pizza, fininha, leve, macia mas com uma crosta crocante, onde o menos é definitivamente mais. Podemos escolher entre a massa normal ou integral.

A nossa missão foi provar algumas das novidades da nova carta. Algumas das receitas foram inesperadas, mas bem-sucedidas. Começamos por experimentar duas entradas: a Burrata DOP com tomate e pesto e a bruschetta em tosta de pão saloio ligeiramente torrado, esfregado com alho, barrado com tapenade de azeitona, queijo de cabra, tomate seco e rúcula. Uma delícia.

Depois experimentámos uma das sugestões de pasta. Na carta existem 13 opções entre pastas, risottos e gnocchi. Nós experimentámos o linguini Forneria. Um prato de massa fresca com cogumelos frescos, manjericão, camarão, onde não faltou um toque de trufa branca.

Na carta existem 15 pizzas clássicas, cujos preços variam entre os 7,50 euros e os 10 euros, e onze gourmet, com preços que variam entre os 13 e os 19 euros. Fora estas pizzas abertas, existem ainda as fechadas, as calzone das quais existem quatro variedades. Alguns dos destaques das pizzas vão para “Pizza Forneria”, elaborada com ‘mozzarella flor di latte’, ‘provola affumicata’, ‘panceta’, alcaparras e alecrim, a “Pizza de Trufa Branca”, com ‘mozzarella flor di latte’, trufa branca, cogumelos e parmesão, ou ainda a “Pizza Joselito”, na qual brilha o presunto pata negra Joselito de 36 meses, juntamente com a ‘mozzarella flor di latte’, ‘mozzarella di búfula’, rúcula e parmesão. Mas nós experimentámos duas novidades: a pizza Formogiosa e a Pizza Vecchio. Duas opções completamente diferentes, mas igualmente saborosas. A primeira é coberta com mozarela fior di latte, gorgonzola, nozes, pera e pasta de trufa branca. A segunda, com um sabor mais forte, era composta por mozarela fior di latte, pasta de trufa branca, bresaola – carne de vaca marinada cortada como se fosse carpaccio – cogumelos, rúcula e parmesão.

Quem preferir comer carne, pode provar uma verdadeira especialidade com a qual o restaurante foi premiado, trata-se do “Hambúrguer Gourmet de Gorgonzola e Trufa”. Este prato foi distinguido no festival Madrid Fusión 2017 com o primeiro prémio do Concurso Panini. Composto por carne selecionada de um produtor alentejano e enchidos italianos, panceta e ervas aromáticas, recheada com gorgonzola e trufa, e envolvida em massa fina de pizza, com 48 horas de fermentação.

O ponto final da refeição foi dado, em beleza, com uma panacotta de caramelo e um ananás caramelizado com sorvete de lima e manjericão.