Zazah, mostra nova carta “porque as coisas boas merecem ser partilhadas”

Dizer que uma refeição é um momento de partilha tornou-se já um chavão, mas não no Zazah, o restaurante próximo do Príncipe Real, aberto em outubro e que nos mostra agora a nova carta de Verão.

Hoje em dia, com o domínio dos smartphones, infelizmente é comum observar mesas de restaurantes em que os ocupantes estão mais tempo preocupados em verificarem as suas redes sociais, do que a conversarem entre si, mas a verdade é que uma refeição é realmente um momento de partilha e no Zazah o conceito assume uma nova dimensão, já que os pratos que oferece na sua ementa estão concebidos para precisamente serem partilhados, pois, tal como dizem na sua assinatura “as coisas boas merecem ser partilhadas”.

Mas como é que o projeto surge? O projeto foi idealizado por dois cariocas apaixonados pela capital portuguesa: Sidnei Gonzalez e Moisés Franco. Moisés é o responsável pela cozinha, onde todos os pratos são pensados na já mencionada perspetiva de partilha. A carta é diversificada e os sabores ultrapassam diversas fronteiras, mas os ingredientes são essencialmente portugueses. A arte é responsabilidade de Sidnei Gonzalez, colecionador de arte contemporânea brasileira. Uma das peças que chama a atenção logo que se entra, é o extenso mapa que ocupa uma das paredes do restaurante. O mapa traça a descoberta do Brasil pela Companhia das Índias, da autoria do artista plástico João Louro que representou Portugal na Bienal de Veneza.

O espaço abriu em Outubro mas apresentou recentemente a sua nova carta de Verão desenvolvida pelo chef executivo. Nesta, destacam-se o ceviche de corvina (11,50€), bacalhau com “grãos” (o bacalhau com húmus do Zazah – 17,50€), cogumelos na ciabatta gratinados com parmesão (8,5€), e carabineiro algarvio em cama de puré de tinta de choco e molho meunière (32€). Mantêm-se os famosos croquetes de alheira, agora em formato bolinha (6€), os best sellers cones de sapateira (8,5€), o tataki de atum (19€) e as irresistíveis Três Marias – brigadeiro de chocolate preto e branco, e flor de sal num trio de cones crocantes (6,50€).

Nós fomos experimentar e não ficámos desiludidos. O ambiente, à hora de almoço, era tranquilo o que torna o espaço convidativo para um almoço de trabalho, além de que tem alguns lugares mais reservados que proporcionam um pouco mais de privacidade.

A nossa experiência começou com o couvert composto por manteiga caseira com trufa e cogumelos e pão de azeitona. Depois seguiram-se as agora bolinhas de alheira com parmesão e um dos best-sellers: os cones de sapateira, que transitaram do menu anterior, mas que agora chegam com novas cores e finalizados com ovas de salmão. Uma explosão de mar.

Depois seguiram-se os carabineiros algarvios. Uma dupla que chega aberta, servida com molho meunière e numa cama de puré de tinta de choco feito com batata-doce.

Para a carne foi-nos servida a fraldinha grelhada. Trata-se de um bife da vazia muito tenra, fatiada e temperada com flor de sal e cebolinho acompanhada de maionese de alho. Muito saborosa. Para acompanhar os dois pratos principais provámos os legumes salteados compostos por courgete, cebola roxa e cenoura temperados com parmesão e redução de balsâmico. Também provámos o puré de batata com trufa e parmesão regiano.

A refeição ficou encerrada com dois doces, um deles um clássico: as três Marias e a Zazah Capone, com mascarpone, cumaru da Amazónia e coulis de frutos vermelhos com farofa doce.

Uma sugestão a ter em conta para um dia especial, ou apenas porque nos apetece.

 

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