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2019-01-20

Agentes do setor imobiliário vão continuar a investir nos próximos 12 meses

  • A estratégia de investimento é a escolha de 54% dos agentes do setor imobiliário
  • 46% dos inquiridos afirma que os ativos Core são a estratégia de investimento preferencial
  • 54% dos inquiridos pretende aumentar o seu portefólio em mais de 10%

De acordo com a 2ª edição de 2018 do Portuguese Real Estate Investment Survey da Deloitte, a maioria dos agentes do setor imobiliário continua a apostar numa estratégia de investimento (54%), em detrimento da gestão de portefólio (23%) ou do desinvestimento (23%). Para os próximos três meses, prevê-se um aumento do volume e dos preços de transação e uma maior estabilidade das taxas de rentabilidade.

Na perspetiva das entidades que pretendem investir, os ativos Core assumem-se como estratégia preferencial, para 46% dos inquiridos, e a maioria (54%) prevê aumentar o seu portefólio em mais de 10%. As estratégias Value added e Opportunistic deal perdem relevância, tendo sido escolhidas por 31% e 8% dos inquiridos, respetivamente.

“Neste trimestre, os Core Assets são o top of mind de muitos investidores. São claramente os ativos de menor risco, de rendimento mais estável, com clientes de elevado nível de rating, em melhores localizações. Paralelamente, estes ativos têm um nível de manutenção mais elevado. A sua valorização é mais reduzida, com a contrapartida de um cash-flow estável”, destaca Jorge Marrão, Partner e líder do Setor de Real Estate da Deloitte.

“A atitude dos investidores é de preservação de capital com um risco mais baixo face a outras ofertas alternativas. A sua liquidez é também mais elevada. A grande questão é se os investidores estão cientes dos riscos associados aos Core assets e se poderão ajustar o seu retorno e crescimento.”

Nos próximos 12 meses, os setores preferenciais de investimento são os escritórios e a hotelaria (54% cada). A Banca mantem-se como principal financiador nas aquisições de imóveis (69%), seguida dos Fundos de Pensões e dos Fundos de Fundos (38% cada). Relativamente à origem do capital, é maioritariamente europeia (62%) e norte-americana (54%), seguindo-se a Ásia e o Médio Oriente (31% cada). A perceção das organizações quanto à captação de fundos é mais otimista, com 46% a afirmar que é “fácil” e apenas 23% a referir que é “difícil”.

Do ponto de vista das entidades que pretendem desinvestir, os ativos Core são alvo de maior desinvestimento (31%), à semelhança do aferido nos primeiros três meses do ano, e apenas 31% dos inquiridos tem como objetivo reduzir o portfolio em mais de 10%.

Nós próximos três meses, perceciona-se um aumento do volume e dos preços de transação, nos setores hoteleiro (77%), comércio/ serviços (69%) e industrial (62%). Espera-se ainda uma maior estabilidade das taxas de rentabilidade, nos setores industrial (85%), comércio/ serviços (69%) e residencial (61%).

Nesta edição, a entrada de novos agentes e o investimento estrangeiro são indicadas como as variáveis que terão um maior impacto positivo no setor (85% e 77% respetivamente), enquanto a burocracia e a política fiscal são referidas como as que terão maior impacto negativo (46% e 38% respetivamente).

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