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2018-12-18

Centro Pastoral em Torres Vedras é opção para Congressos e Eventos

Antes de mais nada vamos dar uns passos atrás no tempo, quando a água tónica apareceu no mercado. Completamente desgarrada do gin, a apologia era que “se tinha de aprender a gostar de água tónica” uma vez que o sabor era estranho… o mesmo se pode dizer da Coca-cola da qual Fernando Pessoa escreveu “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Pois bem, podemos fazer uma analogia com o Centro Pastoral de Torres Vedras. É um facto que o espaço que se apresenta como multiusos para congressos e eventos pertence à igreja e como tal há elementos que o remetem para tal, mas não podemos ficar agarrados a isso e há que dar-lhe uma oportunidade, principalmente tendo em conta as condições que oferece. Na realidade tem umas infraestruturas melhores do que algumas salas que existem na capital, desde logo em termos técnicos, de acústica e de capacidade.

O Centro foi inaugurado em 2014 em Torres Vedras com o objetivo de centralizar vários serviços que estavam dispersos pela cidade além de proporcionar o acesso a conferências, espetáculos e outros eventos, às comunidades locais. Além das diversas valências sociais onde se enquadram o jardim-de-infância, a creche, o centro de dia e o apoio domiciliário, a loja social, o núcleo de apoio à vítima, a catequese e os escuteiros, o espaço está vocacionado para a realização de eventos como reuniões, congressos, apresentações, jantares, conferências e mesmo alguns espetáculos. As valências não se misturam, ou seja, não há perigo de haver, por exemplo, escuteiros na área onde decorrem os eventos. As entradas são independentes e lá dentro não se misturam. Onde existem escuteiros, não existem congressistas…

Quase qualquer tipo de evento

Em primeiro lugar, falemos dos fatores de atratividade intrínsecos. As condições do centro. À primeira vista o que surpreende é o tamanho e a arquitetura, em termos de decoração é simples e funcional, e também não precisa de mais nada. Mal se entra, no átrio principal, verificamos que existem condições para servir refeições para cerca de 220 pessoas sentadas em mesas redondas ou para servir cocktails, coffee breaks ou refeições volantes, até 500 pessoas. Para o efeito, o centro dispõe de catering próprio ou em alternativa recorre a fornecedores experientes, podendo, no entanto os clientes escolherem os seus próprios fornecedores.

Toda a estrutura, que teve um investimento de 6,9 milhões de euros, está preparada para receber pessoas com mobilidade reduzida, incluindo na entrada para o palco. Depois temos as salas. Existem três salas e um auditório. Duas das salas têm, cada uma, capacidade para 60 pessoas sentadas em plateia. O salão Nobre tem capacidade para 160 pessoas sentadas e o auditório tem capacidade para 504 pessoas na plateia e 200 no balcão. Mas falar da capacidade não chega. É preciso falar de um outro fator que poderá ser decisivo na escolha de um espaço que empresas como a CUF, a Remax, o BPI, diversas Ordens profissionais e até a Comissão Europeia já escolheram para a realização dos seus eventos: o preço. De acordo com Jorge Patrocínio e Joaquim Xavier, membros do Conselho Económico do Centro Pastoral, as tarifas praticadas são muito competitivas. O aluguer das salas mais pequenas tem um custo a partir dos 90 euros, enquanto o salão Nobre custa por meio-dia 300 euros e 500 euros por um dia. O auditório custa por meio dia 1000 euros e o dia inteiro custa 1600 euros, com a inclusão de recursos técnicos. O centro detém a mais moderna tecnologia em termos de som e áudio, oferece quatro cabinas para tradução simultânea bem como uma régie e um técnico de som e imagem qualificado, que acompanha em permanência todos os eventos que ali se realizam.

Na verdade quase qualquer tipo de evento pode ser realizado ali. Dizemos quase porque há eventos que exigem outro tipo de requisitos como por exemplo, camarins, que não existem. Apesar disso, a fadista Cátia Guerreiro já atuou no Centro, enquanto convidada de um evento, e utilizou uma das salas de reunião como camarim.

Torres Vedras é já ali

Agora centremo-nos fatores extrínsecos. Acesso. Torres Vedras fica mesmo ali ao virar da esquina de quem vai de Lisboa, especialmente se conseguir ultrapassar o obstáculo psicológico de “ficar fora da capital”. A existência de uma autoestrada veio facilitar e encurtar o caminho. A viagem demora cerca de 30 minutos e se for feita ao final do dia, estica aos 40/45 minutos por causa do trânsito. Mesmo assim é menos tempo do que aquele que se demora por vezes a atravessar a Segunda Circular, seja a que horas for, dependendo apenas de haver ou não “perturbações no trânsito”.

Depois temos o alojamento. Atualmente o concelho de Torres Vedras dispõe de 1200 camas, incluindo a oferta em Alojamento Local e hoteleira, destacando-se o Dolce CampoReal Lisboa, o único hotel classificado com 5-estrelas mais próximo. De acordo com o Presidente da Câmara de Torres Vedras, Carlos Bernardes, o concelho precisa de mais duas unidades hoteleiras, uma de 3 e outra de 4-estrelas, havendo também o desejo de um hotel de Charme no centro histórico.

O vinho e a gastronomia continuam a ser produtos prioritários no desenvolvimento do turismo, existindo 9 unidades de enoturismo com provas e visitas, mas Torres Vedras é muito mais do que isso. É também a natureza que oferece uma paisagem como a de Santa Cruz, onde não faltam restaurantes, como por exemplo o Boca Santa ou o novo Tapas & Wines Bate Boca; é também o que fazer, como por exemplo conhecer o passeio dos poetas. Um dos locais a não perder é uma visita ao moinho da Silveira, onde todos os dias o trigo é moído e depois transformado em pão que qualquer um pode comprar. A visita ao moinho é gratuita. A recuperação dos moinhos é algo em que a Câmara está a apostar, existe um projeto para um Centro Interpretativo do Pão.

Torres Vedras também é história e o destino de Portugal foi em parte decidido ali, nas chamadas Linhas de Torres, que foram determinantes na defesa do ataque dos franceses durante as Guerras Peninsulares. As linhas e os respetivos fortes merecem uma visita, devidamente acompanhada por um guia que explique e contextualize a ação.

Num plano mais atual, o concelho é ainda uma referência em termos ambientais, tendo ganho o certificado Green Destinations, como também empresariais. Estão 10 mil empresas sediadas em território, não só no sector primário como no industrial e este número tende a subir.

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