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Da crise ao luxo: O aumento do consumo premium em Portugal

Com maior poder de compra e uma crescente disponibilidade para comprar produtos com características superiores a preços mais elevados, os consumidores de todo o mundo procuram cada vez mais produtos premium. A internet está a tornar-se um destino popular para os consumidores a nível global, com gamas de produtos exclusivos e oportunidades únicas que têm impulsionado vendas locais e internacionais para os retalhistas online, de acordo com o novo relatório global da Nielsen.

O estudo “Changing Consumer Prosperity”, que revela o comportamento dos consumidores e os seus gastos em produtos premium, concluiu que os consumidores por todo o mundo têm vindo a optar cada vez mais por comprar produtos de gama superior a retalhistas locais e internacionais a partir da internet.

No que aos consumidores portugueses diz respeito, 21% afirmam comprar produtos premium em lojas online de retalhistas locais (+3 pontos percentuais comparativamente a 2016) e 17% dizem fazer o mesmo, mas optando por um retalhista internacional (+4 pp versus 2016). Relativamente à compra de produtos premium em lojas físicas locais, os números continuam esmagadores (89%), bem acima da média europeia, que se encontra nos 60%.
Para Ana Paula Barbosa, Retailer Vertical Director da Nielsen Portugal, “este novo contexto é uma oportunidade para o consumidor, que tem acesso a mais produtos de qualidade, mas também para as lojas físicas, as lojas online e os fabricantes, dos maiores aos de menor dimensão. O consumo de produtos premium é, de facto, uma oportunidade que não deixa ninguém de fora e todos os intervenientes poderão tirar vantagens desta nova realidade”.

Produtos premium… Porquê?

Para os portugueses, aquilo que torna um produto premium é sobretudo a sua maior qualidade (62%), a função ou performance superior (53%), o serviço prestado ao cliente (50%) e o facto de oferecer ou fazer algo único e diferenciador (43%). Com efeito, a grande maioria dos consumidores nacionais afirma que estaria disposto a pagar um preço premium por produtos com estas características.

De destacar também que cerca de 1/3 dos consumidores assumem estar “altamente dispostos” a pagar mais por produtos naturais, orgânicos e sustentáveis.

De acordo com o relatório da Nielsen, a escolha por produtos de gama premium acontece nas mais variadas categorias. Comparativamente com o resto do mundo, os consumidores portugueses atribuem uma importância significativa a produtos frescos de qualidade, como a Carne, o Peixe e o Marisco. 36% dos inquiridos consideram comprar este tipo de produtos em segmentos premium. O vestuário, os bens eletrónicos e variadas categorias de cuidado pessoal estão também no top de produtos para os quais os portugueses estão mais disponíveis para comprar a preços mais elevados.

Quando chega a altura de experimentar um novo produto premium, metade dos consumidores portugueses tem como base a recomendação por amigos ou familiares. Logo de seguida, surge a pesquisa de determinado produto (33%), a compra por impulso (23%) e a publicidade online (22%), televisiva (21%) e em loja (21%).

“Entre os mais variados estudos produzidos pela Nielsen, conseguimos identificar três grandes fatores que impulsionaram a ‘premiumização’ do consumo. Em primeiro lugar, as alterações no nível de vida dos consumidores em Portugal, que nos últimos 5 anos consideram ter melhorado significativamente as suas condições financeiras, estando agora mais disponíveis para comprar. Por outro lado, a proliferação de espaços (físicos ou digitais) onde se podem encontrar os mais variados sortidos de produtos premium em todas as categorias de todas as dimensões. E, finalmente, em resposta aos seus estilos de vida cada vez mais preenchidos e atribulados, as preocupações dos consumidores acabam por estar intrinsecamente relacionadas com a saúde e o bem-estar, assim como com uma vida mais equilibrada e feliz, com mais tempo para aquilo de que mais gostam”, explica Ana Paula Barbosa.

“O mercado acompanhou esta nova realidade com a oferta relevante de produtos premium acessíveis e segmentos de nicho, que têm vindo a ganhar terreno tanto em Portugal como no mundo, especialmente em categorias relacionadas com estas novas necessidades dos consumidores”, conclui.

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