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Lojas com História e a Defesa do Património em destaque

O Programa Lojas com História e a Defesa do Património foi o tema principal do 1º debate do ciclo de conferências “A Voz do Comércio” e contou com a presença de aproximadamente 50 representantes das lojas históricas de Lisboa.

Este debate trouxe a oportunidade para discutir assuntos como, a lei do arrendamento, o turismo, a legislação, as tendências e inovação do comércio tradicional, que precisam de muita partilha e informação/esclarecimento mas sobretudo, soluções para os problemas identificados.

A iniciativa contou com a participação de Tiago Quaresma, Administrador na COMUR (Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa), Sofia Pereira Coordenadora do Grupo de Trabalho Lojas com História na Câmara Municipal de Lisboa e Jorge Marques, CEO do Restaurante Faz Frio, que partilharam a sua opinião sobre o futuro das lojas emblemáticas em Portugal e muito em particular as de Lisboa.

Drª. Maria de Lourdes Fonseca, Presidente da Direção da UACS, salientou que, “É importante identificar as preocupações dos lojistas e as suas sugestões para o grupo de trabalho poder encontrar soluções. Neste momento, uma das grandes prioridades da UACS é trabalhar para que haja uma distinção da lei do arrendamento comercial e habitacional.” Referiu ainda que, “Temos de continuar a proteger as Lojas com História, continuarmos a fazer comércio e a participar na economia da cidade.”

Relativamente ao próximo passo, Sofia Pereira, Coordenadora do Grupo de Trabalho Lojas com História na Câmara Municipal de Lisboa revelou que, “O grupo de trabalho está pronto para responder a este “refresh” mantendo e reaproveitando o património material existente nas lojas.” E ainda, “Relativamente à era digital e modernização tecnológica, o grupo de trabalho tem um fundo em relação a este tema e aguarda “inscrições” por parte dos lojistas.

Para Tiago Quaresma, “Trata-se de um projeto histórico e já está no momento do comércio de rua deixar de ser visto como o parente pobre da economia. O comércio de rua já está a ser reconhecido e agora é importante aumentar a performance e isto faz-se com coisas simples que passam por, mudar o aroma da loja, as luzes, a formação em línguas dos colaboradores, o próprio vitrinismo, estes pormenores são fundamentais para além da preservação das lojas.”

Jorge Marques, CEO do Restaurante Faz Frio, mencionou que “O mais importante é a alma do restaurante e a história por detrás dele. Torna-se mais simples vender um produto quando o próprio nos remete para o antigamente. Continuamos a seguir os costumes, mas com um cunho nosso, sempre para beneficiar o negócio e manter a história do restaurante.”

Um evento para todos os comerciantes, trata-se de uma iniciativa com organização da União de Associações do Comércio e Serviços e com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, que pretende ouvir as preocupações dos comerciantes de Lisboa, mas principalmente as suas sugestões para encontrar sinergias e soluções que beneficiem e protejam o comércio tradicional.

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