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Existe espaço para crescer em novos nichos de mercado

Entrevista Vasco Malveiro, administrador da JLD

A completar 15 anos no mercado português, a Jean Louis David assume-se como uma rede que não esquece o seu ADN e que quer aprofundar o foco no cliente. Com uma rede adequada à dimensão do mercado, a JLL diz que existe espaço para crescer em novos nichos de mercado, nomeadamente nas barbearias.

Jean Louis David celebra 15 anos em Portugal, como foi este percurso e qual vai ser a estratégia para o futuro?

Nos últimos 15 anos, a nossa marca registou um grande crescimento e não foi só no número de salões: crescemos para mais de 300 colaboradores e contamos com a preferência de 453.000 clientes por ano. É uma enorme responsabilidade, que abraçamos com todo o gosto e que nos incentiva a melhorar continuamente.

Para o futuro, temos dois pontos estratégicos fundamentais: manter vivo o ADN da marca Jean Louis David e aprofundar cada vez mais o foco no cliente, oferecendo uma experiência única e vantagens exclusivas a todos os nossos clientes.

Atualmente a marca tem 33 salões. Existem planos para mais aberturas ou vão optar por consolidar o que têm?

Tendo em conta a dimensão do mercado nacional atual, consideramos que a nossa rede de salões tem uma dimensão equilibrada e capaz de dar resposta aos clientes que nos procuram de Norte a Sul do país. No entanto, ainda existe espaço para crescer, nomeadamente em novos nichos de mercado como as barbearias.

Em 2004, quando a primeira loja JLD abriu em Portugal lembro-me que foi um pedrada no charco, porque foi uma altura em que outras marcas internacionais também começaram a entrar em Portugal, quer contar como foi o impacto?

Quando abrimos o primeiro salão em Portugal, o mercado era bastante diferente do que é hoje, sendo essencialmente caracterizado por salões de cabeleireiro individuais e sem grandes fatores de diferenciação.

No dia da abertura do nosso primeiro salão, atendemos 100 clientes – um record Europeu para a marca. Naquele momento, tivemos a certeza de que os clientes Portugueses procuravam um tipo de atendimento diferenciador, com serviços exclusivos e marcado por uma boa relação qualidade-preço. Foi este conceito de luxo acessível que introduzimos com sucesso no mercado nacional e que teve uma ótima recetividade desde o primeiro dia.

O que é que mudou em 15 anos de sector? Hoje em dia há muito mais concorrência…

Em 15 anos, assistimos à mudança de um marcado apenas pelo tradicional “salão de bairro”, para se tornar num mercado com um conjunto de marcas e redes de salões de cabeleireiro que se profissionalizaram e cresceram.

Se é verdade que hoje existe mais concorrência, isso também é algo que consideramos saudável e que nos incentiva a melhorarmos continuamente. Lamentavelmente, verificamos que o nosso maior concorrente é a economia paralela criada pelos salões que não emitem faturas aos seus clientes. Nos nossos salões, todos os clientes, sem exceção, levam a sua fatura para casa.

E qual é a estratégia para conseguirem demarcar-se dessa concorrência?

A nossa melhor estratégia é nunca esquecermos o nosso ADN. Somos a única marca do mercado que consegue atender clientes de norte a sul do país, incluindo o Funchal, em horários alargados e com um atendimento único e diferenciador – o nosso Hiper Serviço. Nos nossos salões, os clientes podem também encontrar serviços e produtos exclusivos, que não existem em nenhum outro salão de cabeleireiro. Ao longo do ano, temos também diversas campanhas promocionais exclusivas para os nossos clientes fidelizados, além de termos diversos coffrets exclusivos de produtos das melhores marcas de hair care.

E em relação ao comportamento do mercado, as pessoas têm uma maior consciência dos cuidados que devem ter com o cabelo?

Genericamente, sim. A facilidade do acesso à informação, a influência das redes sociais e uma crescente preocupação com o bem-estar fazem com que hoje em dia os clientes estejam mais conscientes do resultado que querem obter com os seus cabelos. Paralelamente, estão também mais conscientes da importância da qualidade dos produtos e tratamentos que aplicam no cabelo, não só porque o barato pode sair caro, mas também porque têm uma maior consciencialização ambiental e procuram tratamentos e produtos mais naturais e não testados em animais, como é o caso das gamas de produtos JLD GO.

Todos os anos surgem novas tendências e JLD é um definidor de tendências. As pessoas costumam ir atrás das modas ou apenas se inspiram nelas?

É importante clarificar que estamos a falar de duas coisas diferentes: a moda é algo passageiro, mas a tendência é algo que está a acontecer ao longo de um período de tempo mais alargado.

Quando apresentamos uma nova coleção de looks, estamos a apresentar as novas tendências de moda para o cabelo. As clientes têm acesso a sugestões de visuais “de moda”, mas que têm como objetivo comunicar a tendência subjacente (ex: a tendência de os cortes femininos serem mais curtos). Na maior parte dos casos, as clientes vão ficando conscientes da tendência e ao longo do tempo vão efetuando pequenas mudanças ao seu look, por forma a acompanhar a tendência e não necessariamente a efetuar uma mudança de look que seja uma aplicação literal da moda naquele momento.

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