Tintos e Tintas recebe a exposição Seduções

O Tintos e Tintas, novo espaço de artes na Avenida Duque de Ávila, 120, em Lisboa, recebe no dia 2 de junho, pelas 18h30, a exposição Seduções que reúne um pintor e um produtor de vinho. Na sétima exposição do Tintos e Tintas os quadros são de Fernando d’F. Pereira e os vinhos são V Puro, de João Soares e Nuno do Ó.

Fernando d’F Pereira não se inscreve enquanto criativo no mundo massificado da arte global. Distancia-se de qualquer influência próxima, mas denota conhecimento de toda a pintura anterior desde Pollock a De Kooning, passando mesmo por Du Buffet. Segundo Álvaro Lobato de Faria, Curador e Diretor Coordenador do Movimento de Arte Contemporânea, “soube traduzir a síntese de todas as correntes estéticas do século XX num modo muito peculiar de operar no campo plástico a sua interioridade pelo prazer lúdico com que manipula os diversos materiais.” O Diretor do MAC sublinha ainda que “é um jogo de pequenas e grandes áreas que se vão tornando conotáveis ao olhar e capacidade de captação e relação formal, criando uma rede de encenação como que divindades saindo de um plasma inicial. Isto provém da alta técnica de Fernando d’F Pereira no uso dos materiais e no tratamento das cores.”

Os vinhos V Puro nasceram do desejo de João Soares e Nuno do Ó de criar vinhos distintos com base no rico património de castas nacionais. A escolha recaiu na busca de vinhedos antigos da casta Baga com a descoberta de vinhas velhas com idades entre os 80 e os 120 anos, plantadas no coração da D.O. Bairrada. “O cenário parecia assentar perfeitamente às nossas aspirações, quando foi consubstanciado pela descoberta dos vinhos artesanais, das décadas de 70, 80 e 90 que nasceram das mesmas vinhas”, explicam os produtores.

O vinho começou a ser desenhado na colheita de 2009 que deu origem ao vinho Outrora. A pisa a pé em lagares e o longo estágio em madeira e em garrafa moldam estas uvas num vinho pleno de complexidade, corpo, frescura e longevidade. Nestas vinhas também há lugar para as uvas brancas (na sua maioria da casta Bical) que deram origem a um vinho quase virtual, pela sua pequena quantidade, a que chamaram Aliás.

“Pelo facto de acreditarmos que a Baga é uma casta versátil e rica em facetas mais delicadas, em 2013 selecionámos as uvas das zonas mais frescas da vinha para elaborar um vinho em que as palavras de ordem seriam frescura e elegância. Surgiu assim o Aliás tinto, também este fermentado em lagar com pisa manual, mas com um estágio mais curto. Mais aberto de cor, com fruta delicada e taninos finos, acidez fresca e uma enorme profundidade”, esclarecem João Soares e Nuno do Ó .

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