Como reduzir a sua pegada de carbono quando faz compras online

Estima-se que mais de 50% dos portugueses fazem compras online, de acordo com o Barómetro E-commerce da Marktest com dados de 2022. Este número cresce todos os anos, impulsionado por um maior conhecimento do mundo digital, pela confiança dos consumidores no comércio eletrónico e pela comodidade de poderem aceder a uma infinidade de produtos e serviços com um simples clique.

Se há uma coisa que as compras online têm de bom, é o facto de nos permitirem evitar deslocações às lojas, especialmente às que se situam longe de casa, sem termos de deixar de comprar o que queremos.

Mas essas deslocações são compensadas se optarmos por um modelo tradicional porta-a-porta para receber a encomenda, em que o estafeta tem de se deslocar a cada casa para entregar as compras. Para além de não ser eficiente, pode duplicar algumas visitas se houver “entregas falhadas”, que ocorrem quando não há ninguém em casa para receber a encomenda e o estafeta tem de voltar uma segunda vez.

Por ocasião do Dia Mundial para a Redução das Emissões de Carbono, que se celebra todos os anos a 28 de janeiro, a InPost (cujo modelo de entrega se baseia no agrupamento das encomendas em pontos intermédios para reduzir as deslocações e oferecer aos utilizadores mais possibilidades de escolha), quis recolher alguns conselhos para que as nossas compras online tenham um menor impacto ambiental.

  1. Envios não-domiciliários

Se os clientes optarem por ir a pé ou de bicicleta para recolher a sua encomenda, o potencial de redução das emissões aumenta. Este potencial de redução pode chegar aos 88%, o que significa que, ao evitar usar o automóvel, os clientes podem contribuir significativamente para a redução das emissões de CO2. A escolha de modos de transporte mais sustentáveis, como andar a pé ou de bicicleta, não só ajuda a reduzir a poluição atmosférica, como também fomenta um estilo de vida saudável e ativo.

“As entregas não-domiciliárias são mais sustentáveis do que as entregas diretas ao domicílio do utilizador, e esta é uma escolha que cada um de nós pode fazer quando faz compras online, uma vez que, por exemplo, a InPost trabalha com mais de 40.000 retalhistas online que oferecem a opção de entregas não-domiciliárias”, explica Nicola D’Elia, CEO para Espanha, Portugal e Itália do grupo InPost.

  1. Recolhas perto de casa ou do trabalho

Por mais aborrecida que seja, a vida quotidiana é normalmente bastante rotineira: deslocar-se para o trabalho, ir para casa, levar os filhos às atividades extracurriculares, ir ao supermercado ou ao ginásio… “Quase todos os locais que frequentamos durante a semana são sempre os mesmos, o que nos permite utilizar este facto a nosso favor quando fazemos compras online: simplesmente escolhendo um desses locais como ponto de entrega para podermos levantar a nossa encomenda mais tarde, quando passarmos por lá”, explica D’Elia.

A InPost tem mais de 2.000 Ponto Pack em Portugal, por isso é provável que haja um perto do escritório, de casa ou da escola das crianças. Podemos reduzir a nossa pegada de carbono se optarmos por receber as nossas compras online num deles, uma vez que podemos ir a pé ou de bicicleta buscar a encomenda, evitando assim deslocações em veículos que geram emissões.

  1. Juntar pedidos

Outra dica para ser mais eficiente nas compras é tentar agrupar as encomendas. Se, por exemplo, fizermos várias compras ao mesmo tempo na mesma loja online, é provável que façam um único envio com todas elas. Se, por outro lado, tivermos de utilizar várias plataformas diferentes, podemos tentar coordenar as datas de entrega para que só tenhamos de nos deslocar uma vez ao ponto de recolha para levantar tudo ao mesmo tempo. Isto também ajudará as empresas de logística a serem mais eficientes, juntando as encomendas do mesmo cliente no mesmo local para fazer menos viagens.

  1. Devoluções? O melhor é ir a pé

Por vezes, o produto que comprámos não é o que procurávamos ou, por alguma razão, temos de o trocar ou devolver. Os Ponto Pack da InPost também funcionam no sentido inverso: como ponto de recolha da encomenda que já está nas mãos do utilizador e devolução ao retalhista online. Mais uma vez, se optarmos por nos deslocarmos a pé até um destes pontos para efetuar trocas e devoluções, evitaremos que um motorista de entregas se desloque a nossa casa para levar a encomenda, reduzindo assim o tráfego rodoviário e as consequências que este tem nas cidades sob a forma de emissões, ruído e engarrafamentos. “Da mesma forma que nos deslocamos a um Ponto Pack ou a um Locker depois do trabalho para levantar o que comprámos, também o podemos fazer para devolver um produto. É uma forma de aproveitarmos melhor as nossas deslocações”, explica D’Elia.

  1. Usar menos papel

Sempre que possível, opte por um serviço de envio sem etiquetas. Desta forma, tanto para envios entre particulares a partir do website como para devoluções de vários eCommerce, o utilizador recebe um código QR no seu smartphone e o ponto de recolha trata de tudo. “É um sistema seguro, eficiente, rápido e cómodo, porque o facto de não termos de imprimir nenhuma etiqueta para levantar ou devolver uma encomenda permite-nos fazê-lo quando quisermos e, no caso das devoluções, onde quisermos, sem termos de escolher previamente um determinado local, marcar hora ou encontrarmo-nos com alguém: basta chegar e gerir a devolução no local”, sublinha D’Elia.

O que é claro é que a redução das emissões de CO2 é uma tarefa de todos, por isso, saber como continuar a fazer o que gostamos enquanto reduzimos a nossa pegada ambiental é fundamental para participar no maior desafio que a humanidade enfrenta atualmente.

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