Ikea e Acnur estão “juntos por todos os refugiados”

Hoje, Dia Mundial do Refugiado, o Grupo Ingka, grupo ao qual pertence a IKEA Portugal, lança a iniciativa Juntos por todos os Refugiados em parceria com o ACNUR/UNHCR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Com o objetivo de quebrar preconceitos e conceções erradas em torno dos refugiados e promover a empatia para a causa, o Grupo Ingka espera angariar 20 milhões de euros para o ACNUR, de forma apoiar as emergências humanitárias dos refugiados em todo o mundo.

Motivada em inspirar uma mudança positiva com e para os refugiados, a IKEA quer fomentar a reflexão, partilhar a perspetiva das pessoas refugiadas e ser uma plataforma onde todos podemos contribuir para amenizar esta crise humanitária através de doações que podem ser feitas, a partir de hoje, através de www.IKEA.pt/ACNUR como também nas lojas. O valor angariado irá ajudar o ACNUR a apoiar milhões de famílias que se viram forçadas a abandonar as suas casas.

Cláudio Valente, responsável de People & Culture da IKEA Portugal afirmaNa IKEA, acreditamos que todos temos direito a uma vida melhor, independentemente de quem somos ou de onde vimos. É isso que a iniciativa “Juntos por todos os Refugiados” vem relembrar. Este é o nosso apelo para que todos possamos fazer a diferença. A nossa parceria com o ACNUR não é de agora, há mais de uma década que estamos juntos nesta missão de melhorar a vida destas pessoas. Esta campanha vem reforçar esta ligação e o nosso compromisso de sermos um veículo de informação e de inspiração para que toda a comunidade se una e tome uma posição positiva face aos refugiados e à sua integração na comunidade e no mercado de trabalho”.

Em Portugal: Programa de Empregabilidade para Refugiados

A par com esta iniciativa, em Portugal está também a decorrer a segunda edição do Programa de Empregabilidade para Refugiados, que tem como objetivo a integração de refugiados que chegam a Portugal, promovendo a sua empregabilidade e inclusão no mercado de trabalho. Depois um balanço muito positivo na primeira edição com 20 participantes nas unidades IKEA, este ano a iniciativa conta com 12 refugiados. Além da formação on-the-job com um estágio remunerado de 6 meses, estas pessoas recebem aulas de português e sessões socioculturais e de empregabilidade, dando-lhes ferramentas que facilitam a sua integração, não só no mercado de trabalho, mas também na comunidade.

A nível global, este programa já apoiou, até agora, 1 400 refugiados e o objetivo é que chegue aos 2 500 até ao final de 2022. Um dos propósitos deste programa é inspirar  mais empresas a abrir caminho à integração de refugiados. Para isso, o Grupo Ingka vai estabelecer ligações com 500 empresas com objetivo de inspirar o sector privado a acelerar a integração laboral de refugiados.

“Para a IKEA, ter refugiados nas nossas equipas não é só benéfico para os próprios, é fundamental para o nosso negócio. Acreditamos no talento de todos e sabemos que a diversidade e os diferentes pontos de vista que trazem são únicos e muito relevantes para a forma como atuamos enquanto empresa. Queremos que outros líderes se inspirem neste programa e no conhecimento que o Grupo Ingka vai partilhar com todos” reforça Cláudio Valente.

Apoio de emergência à comunidade ucraniana deslocada em Portugal

Também este ano, a IKEA Portugal criou um grupo de trabalho interno específico para responder às necessidades da comunidade deslocada ucraniana que chega a Portugal. Esta task-force avançou, proactivamente, com o contacto a autarquias e associações que trabalham no acolhimento destas pessoas deslocadas de guerra, disponibilizando-se para apoiar com artigos para a casa. Até agora, já foram doados 2.788 artigos, impactando a vida de 192 pessoas deslocadas, incluindo muitas crianças.

A nível europeu, o Grupo Ingka disponibilizou 10 milhões de euros para apoio de emergência a esta comunidade, em doações de produto e financeiras, com particular enfoque nos países que fazem fronteira com a Ucrânia. Portugal é um dos países incluídos neste apoio internacional da marca, não só porque tem uma grande comunidade ucraniana, mas também pelo imediato movimento de acolhimento do país.

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