Como explica Célia Lopes “A disfagia pode variar entre um ligeiro desconforto e dificuldade durante a ingestão de alimentos, até uma total incapacidade para deglutir. Estima-se que 51% dos doentes após o AVC sofrem de aspiração pulmonar que se caracteriza pela passagem dos alimentos para as vias respiratórias, o que pode originar pneumonia por aspiração e infecção generalizada. Se a disfagia não for identificada e gerida de forma correcta, pode comprometer o estado nutricional e de hidratação do doente. Estima-se que 48% dos pacientes após AVC estão malnutridos e que 75% estão desidratados”.
“É, pois, importante alertar para este sintoma frequente que afecta 35 a 50% dos doentes após AVC, de maneira a optimizar o estado nutricional do doente para prevenir a malnutrição e a desidratação e garantir estão a ser administrados os cuidados necessários para minimizar o risco de aspiração e asfixia”, continua a especialista.
O AVC é a principal causa de morte em Portugal e uma em cada seis pessoas no mundo terá um AVC ao longo da vida. Metade dos sobreviventes ao AVC fica com algum tipo de incapacidade. A disfagia é um dos sintomas mais comuns após um episódio de AVC e a sua recuperação pode ocorrer num período de 14 dias após o AVC ou pode persistir por períodos mais longos de tempo. A disfagia é a principal causa de morbilidade e mortalidade devido a complicações respiratórias, malnutrição e desidratação.
ShoppingSpirit News Marcas e Produtos em notícia