A entidade gestora encerrou o ano de 2025 com resultados históricos, reciclando mais de 106 mil toneladas de resíduos e triplicando a sua base de empresas aderentes.
A sustentabilidade em Portugal deu um passo gigante em 2025. A Novo Verde, entidade gestora de resíduos de embalagens, anunciou que cumpriu a meta nacional ao atingir uma taxa global de reciclagem de 65%. Este marco é particularmente relevante por assinalar o primeiro ano de atividade sob as novas licenças do SIGRE, que agora abrangem todas as embalagens, tanto urbanas como não urbanas.
Ao todo, foram encaminhadas para reciclagem 106.299 toneladas de resíduos. Este volume divide-se entre o fluxo urbano (58.194 toneladas) e o fluxo não urbano (48.105 toneladas), refletindo a eficácia da nova estratégia de gestão.
Desempenho por materiais: Metas superadas
Os números revelam um compromisso crescente dos portugueses e das empresas com a separação de materiais. No fluxo urbano, o crescimento foi de 26% face ao ano anterior.
- Aço: Destacou-se com uma taxa de 95%, superando largamente a meta de 70%.
- Papel e Cartão: Alcançou os 77% (meta de 75%).
- Plástico: Atingiu 59% de reciclagem, ultrapassando a meta de 50%.
Já no fluxo não urbano, todos os objetivos foram excedidos, com especial destaque para o vidro (79%), o alumínio (53%) e a madeira (30%).
Crescimento exponencial e Inovação
O ano de 2025 foi também de expansão para a Novo Verde. A base de empresas aderentes cresceu 203%, passando de 333 para 1.008 embaladores. Segundo Pedro Simões, Diretor-Geral da entidade, este sucesso demonstra a “resiliência da equipa e a crescente consciência dos aderentes e da população”.
A pensar no futuro, a entidade reforçou o investimento em projetos estratégicos como:
- Transformarium: Um centro de sensibilização ambiental inovador em Portugal para promover a literacia ambiental.
- Inovação: Estudos sobre o “Contentor Amarelo” e o “Observatório de Reciclagem dos Plásticos” para otimizar a recolha seletiva.
Com este desempenho, a Novo Verde consolida-se como um agente fundamental na transição de Portugal para uma economia mais circular, provando que é possível conciliar o crescimento industrial com o respeito pelo meio ambiente.
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