Portugal entre os 5 países com maior crescimento em transações na Black Friday

A Black Friday/Cyber Monday (BFCM) deste ano bateu novamente recordes no que diz respeito às compras natalícias, com um aumento considerável no tráfego e na procura por parte dos consumidores. A plataforma da Adyen esteve à altura, processando um volume total de 37 mil milhões de euros durante o fim de semana do BFCM (mais 27% do que no ano anterior), mantendo um tempo de atividade excepcional de 199.000 transações por minuto. Na página BFCM Unboxed Insights da Adyen, é possível encontrar mais informações sobre o BFCM deste ano.

Dos Estados Unidos para o resto do mundo: a aceitação global da Black Friday

Embora a Black Friday tenha surgido nos Estados Unidos, a sua importância também cresceu noutros mercados, sobretudo na Europa. Este ano, registámos um aumento significativo no volume de transações em comparação com as sextas-feiras normais nos principais mercados internacionais, incluindo Portugal, que se encontra na quarta posição deste ranking:

  1. Dinamarca (+4,76x)
  2. Espanha (+4,42x)
  3. Suécia (+2,98x)
  4. Portugal (+2,88x)
  5. Estados Unidos (+2,81x)

Como pagam as pessoas

Os hábitos dos consumidores mudaram para sempre, e a flexibilidade no momento do pagamento já não é um luxo, é uma necessidade: 54% dos consumidores em todo o mundo abandonará uma loja ou deixará de comprar online se não puder pagar com o seu método preferido. Nesta BFCM, os dados revelaram algumas tendências claras:

A ascensão das carteiras digitais: As carteiras digitais estão a consolidar-se como um método de pagamento fundamental nos pontos de venda (POS). Durante a Black Friday deste ano, a quota de receitas nos POS pagas com carteiras eletrónicas atingiu os 34%, em comparação com os 25% do ano passado, e espera-se que este crescimento acelere.

O pagamento contactless continua a ser a norma indiscutível: estes pagamentos continuam a ganhar terreno por todo o mundo. Durante a Black Friday do ano passado, 69% das transações em pontos de venda físicos foram contactless, percentagem que aumentou para 74% este ano, o que consolida ainda mais este tipo de pagamentos como norma.

Os métodos de pagamento locais continuam a ser muito relevantes: a quota mantém-se estável em 20-21% em todos os canais, o que reforça a necessidade de os comerciantes implementarem opções regionais adequadas, como Carte Bancaire, iDeal e PayPal.

As lojas físicas continuam a ter uma vantagem fundamental nas compras de alto valor durante as promoções de Natal. Em 2025, o valor médio do cesto de compras (ATV) em compras realizadas nas lojas físicas durante a Black Friday foi de 52.56€, valor inferior ao das compras realizadas online (56.86€). Em geral, o ATV no comércio a retalho aumentou 32.25% durante a Black Friday de 2025, comparativamente com uma sexta-feira normal.

Identificação dos horários de pico

O comportamento dos consumidores varia por todo o mundo, por isso torna-se essencial ter uma estratégia localizada. Por exemplo, durante o fim de semana prolongado (de sexta a domingo) nos Estados Unidos, a manhã da Black Friday é a mais movimentada, com o pico às 12h da manhã desse dia, enquanto os franceses preferem comprar no sábado após a Black Friday, com o pico às 16h. Outros horários de pico nos mercados locais são:

  • Alemanha: Sábado às 14
  • Reino Unido: Black Friday às 18h
  • Suécia: Black Friday às 16h
  • Polónia, Sábado às 14h
  • Itália: Sábado às 18h

A realidade após a compra: devoluções e fraude

Os compradores compram mais durante a Black Friday, mas também devolvem mais: enquanto a taxa média de reembolsos por compras online ao longo de 2024 foi de 8,33 %, as compras online realizadas durante a Black Friday do ano passado registaram uma taxa de reembolsos significativamente maior, de 11,32 %.

Check Also

IA ganha “poder operacional”: Check Point alerta para o novo risco empresarial criado pelo Gemini 3 Pro

A Check Point® Software Technologies Ltd., pioneira e líder global em soluções de cibersegurança, anuncia …