Saúde Feminina em Portugal: 56% das Mulheres Recorrem Primeiro à Internet para Sintomas Íntimos

Um novo estudo revelado pela INTIMINA coloca em evidência a persistência de tabus estruturais e culturais na sociedade portuguesa. Apesar da era da informação, a vergonha e o silêncio continuam a ser barreiras críticas, levando a que 56% das mulheres portuguesas pesquisem primeiro na internet ao sentirem sintomas ginecológicos, antes de consultarem um profissional de saúde.

O “Consultório Digital” vs. Acompanhamento Médico

O estudo, realizado com uma amostra de 500 mulheres em Portugal, indica que a internet se tornou o “primeiro consultório”. Cerca de 92,4% das inquiridas admite já ter recorrido a redes sociais ou motores de busca para esclarecer dúvidas sobre a sua saúde íntima.

Para a INTIMINA, este comportamento reflete uma tentativa de substituir o diálogo médico por respostas rápidas online, muitas vezes motivada pelo desconforto: 37,8% das mulheres confessam já ter evitado falar com o seu ginecologista por vergonha, o que compromete diretamente a qualidade do diagnóstico e da comunicação clínica.

O Impacto do Tabu na Saúde Íntima

A investigação mostra que o problema é emocional e estrutural. Os dados são reveladores:

  • 93,8% das mulheres considera desconfortável falar sobre saúde íntima.
  • 95,4% reconhece que ainda existem tabus profundos na sociedade portuguesa.
  • Este desconforto não se limita à esfera pública, afetando até as conversas privadas entre mulheres e círculos próximos.

Esta barreira do silêncio resulta no adiamento de conversas cruciais e numa menor partilha de experiências que poderiam ajudar a identificar precocemente problemas de saúde.

Causas da Falta de Literacia

De acordo com as participantes do estudo, a falta de literacia em saúde feminina em Portugal deve-se a um conjunto de fatores:

  1. Educação Sexual Insuficiente: Falta de programas estruturados nas escolas.
  2. Tabu Social: Pressão cultural que promove a vergonha sobre o corpo feminino.
  3. Desinformação: Conteúdos online pouco claros ou sem base científica.
  4. Acesso à Saúde: Dificuldades logísticas no acesso a consultas de especialidade.

A Urgência de Quebrar o Silêncio

Pilar Ruiz, Marketing and Communications Manager da INTIMINA em Espanha e Portugal, sublinha que as mulheres procuram respostas, mas o estigma impede-as de fazer as perguntas certas aos profissionais adequados.

A marca reforça que o acesso digital não substitui a educação e que quebrar o silêncio é um passo essencial para que a saúde feminina deixe de ser negligenciada por razões emocionais ou sociais. A INTIMINA apela a uma maior literacia e a uma normalização do diálogo sobre o corpo feminino para garantir o bem-estar de todas as mulheres em Portugal.

 

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