O cenário do mercado retalhista passou por diversas transformações nos últimos anos, em Portugal e no mundo. O retalho está cada vez mais digitalizado, com inúmeras opções de lojas online. Cabe ressaltar também que a crescente inclusão digital da população também cria novas demandas de mercado.
Neste contexto, as empresas portuguesas que apresentaram melhores resultados até aqui são aquelas mais conectadas; em todos os sentidos. Saiba mais sobre a indústria do retalho no país, quais nomes estão no topo da lista e na ponta da língua dos consumidores.
Momento Promissor

O setor de vendas a retalho está a viver uma grande fase no país. Só no ano passado, o setor recebeu mais de EUR 1 bilhão em investimentos e os números apontam para um viés de alta. Investidores podem encontrar esta e outras opções de trading com a Plus500. De janeiro à maio deste ano, retalhistas comemoraram um crescimento de 4,8% em relação ao mesmo período em 2024, segundo dados recentes.
O fato é que os consumidores portugueses mudaram bastante seus hábitos de compra. Durante a pandemia, o volume de compras online disparou (por motivos óbvios) e nunca mais parou de crescer. Conforto, praticidade e preços mais baixos estão entre os principais fatores por trás desse crescimento contínuo.
A preferência dos consumidores e a tendência de alta são visíveis no ranking Global Powers of Retailing, conduzido pela Deloitte este ano. Este ranking lista as 250 maiores empresas de retalho do mundo. Duas delas são portuguesas: a Jerónimo Martins e a Sonae.
Jerónimo Martins
O Grupo Jerónimo Martins, que administra a rede Pingo Doce, aparece em 37º lugar, ganhando oito posições em relação ao ano passado. Além da famosa rede de supermercados, o grupo detém a rede Recheio. Atualmente, a rede Recheio é líder no segmento Cash & Carry.
O grupo ainda possui negócios em outros países, como Eslováquia, Polónia, Chéquia e Marrocos. A empresa se orgulha de manter mais de 5.700 lojas alimentares de proximidade espalhadas por estes países. Por aqui, a confeitaria Hussel e a rede de cafeterias Jeronymo também pertencem à marca.
Grupo Sonae
A Sonae, embora 100 posições atrás da Jerónimo Martins, também subiu oito posições no ranking e agora ocupa a 137ª posição. Diferente deste, o grupo Sonae investe em várias áreas de retalho, não apenas na distribuição alimentar. No ramo alimentar, as marcas Continente e Bagga são, possivelmente, as mais famosas.
As empresas da Sonae são divididas em: Sonae MC (alimentícia), Sonae Fashion (moda e acessórios) e Sonae Indústria. Há ainda outras marcas famosas que não se encaixam nestas divisões, como a Worten (eletrodoméstico e eletrónicos), NOS (telecomunicações) e BrightPixel (tecnologia). Além disso, o grupo Sonae possui negócios em setores, como imobiliário, financeiro e saúde.
Disputa Acirrada

O setor retalhista de distribuição alimentar é imensamente disputado em Portugal, inclusive entre nomes de peso do exterior. Dentre eles, pode-se citar Lidl, Auchan, e Aldi. Mesmo assim, as empresas portuguesas lideram a preferência do público por ampla margem. Neste contexto, Sonae possui 26,4% da fatia de mercado; mais do que os nomes supracitados juntos. As marcas Jerónimo Martins vêm logo atrás, com 21,5% da preferência.
Embora Jerónimo Martins e Sonae sejam as únicas empresas portuguesas listadas entre as maiores do mundo, o mercado nacional segue bastante aquecido em outros setores. Curiosamente, muitos nem sabem que estas marcas são portuguesas. No segmento de nutrição desportiva, a Prozis vem ganhando grande destaque.
A marca de calçados Lemon Jelly também possui forte presença online, assim como a KuantoKusta, um market place híbrido que permite aos compradores comparar preços e em alguns casos, realizar compras diretas. No ano passado, quase metade dos portugueses realizaram compras online, impulsionando a demanda por novas lojas digitais, cada vez mais práticas, variadas e inovadoras.
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