Os CTT apresentam hoje uma emissão filatélica que celebra os 150 anos da Polícia de Segurança Pública (PSP), homenageando os milhares de homens e mulheres que durante este século e meio dedicaram anonimamente as suas vidas à causa pública, sempre lutando pela segurança de todos.
As várias imagens apresentadas nesta emissão, tanto no selo como no bloco filatélico, evocam dimensões diferentes da vocação da PSP: um motociclista na década de 60, o policiamento de proximidade, uma equipa de prevenção e reação imediata, agentes femininos da década de 70, o compromisso de honra na Escola Prática de Polícia em Torres Novas, equipas de velocípedes e a banda sinfónica da PSP.
A PSP tem a sua génese na Carta de Lei de D. Luís I, de 2 de Julho de 1867, a qual no âmbito de uma profunda reforma administrativa, veio autorizar a criação de um corpo de Polícia Civil em Lisboa, no Porto e nas capitais dos diversos distritos. Durante 24 horas do dia, estes homens fardados eram pagos para realizar funções ligadas à segurança das populações.
Passados quase trinta anos, a Polícia Civil de Lisboa foi subdividida em Polícia de Segurança Pública, Polícia de Inspeção Administrativa e Polícia de Investigação Judiciária e Preventiva. Com a implantação da República, a Polícia Civil acaba e fica circunscrita a algumas cidades passando a designar-se por Polícia Cívica.
Durante a 1ª Guerra Mundial, a organização das forças policiais é novamente reformada. Os serviços de Policia de Investigação Criminal foram separados dos da Polícia Preventiva e foi criada a Direção Geral de Segurança Pública. Em 1927 foi criada a Policia de Segurança Pública e, em 1928, nascem as primeiras escolas da PSP de Lisboa e do Porto.
Nas décadas de 1950-60, a PSP consolidou-se como força policial nas ex-colónias portuguesas, surgindo as Companhias Móveis em Angola e Moçambique. Na década de 1970, a PSP afirma-se cada vez mais como uma força dos meios urbanos. Neste período foi criado o Corpo de Intervenção (1977) e o Grupo de Operações Especiais (1979). Foi também na década de 70 que a PSP passou a admitir mulheres para funções eminentemente policiais. A década de 1990 trouxe algumas reformas para a PSP, nomeadamente em 1994, ano em que passa a estar na dependência do Ministro da Administração Interna e é sedimentada a sua natureza de força civil. Mais tarde, a 27 de janeiro de 1999, o Comando Geral passou a designar-se Direção Nacional da PSP.
Esta emissão é composta por um selo com o valor facial de 0,50€ e uma tiragem de 135 000 exemplares e um bloco filatélico com o valor de 1,40€ e uma tiragem limitada a 40 000 exemplares. O design esteve a cargo do Atelier Design&etc. O selo tem um formato de 40X30,66 mm e o bloco 125X95 mm.
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