A Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos (CAMB) deu início oficial à campanha de azeitona 2026/2027, perspetivando uma das maiores colheitas de sempre da sua história ao estimar a receção de cerca de 70 milhões de quilos de azeitona, o que traduz um crescimento superior a 10% face ao período transato. A azeitona apresenta atualmente uma avaliação positiva em termos qualitativos, evidenciando um rigoroso controlo da maturação que se reflete em níveis de acidez baixos no azeite. Contudo, o resultado final da campanha continuará dependente da evolução das condições meteorológicas, com especial incidência nos olivais tradicionais de sequeiro, que representam aproximadamente 65% da área total de olival gerida pela cooperativa.
Com uma atividade que se prolongará até fevereiro de 2027, a campanha mobiliza milhares de trabalhadores entre o campo e o lagar, onde a laboração decorre de forma ininterrupta durante 24 horas por dia. A cooperativa integra atualmente 1.300 sócios olivicultores e 50 colaboradores diretos, dando escoamento à produção de cerca de 22 mil hectares de olival distribuídos pelas regiões de Moura e Barrancos. Do portfólio produtivo destaca-se o Azeite de Moura DOP — o primeiro azeite em Portugal a receber esta classificação com Denominação de Origem Protegida —, extraído a partir das variedades tradicionais Cordovil de Serpa, Galega e Verdeal Alentejana, a que se somam os azeites monovarietais Galega e Cobrançosa, bem como o Lote Seleção. A propósito das perspetivas para os próximos meses, Helder Transmontano, diretor-geral da CAMB, sublinha que «estamos a iniciar a campanha com boas perspetivas: prevemos um crescimento de 10 a 15% em comparação com o ano passado, altura em que recebemos 62 milhões de quilos de azeitona. Se a previsão se confirmar, será uma campanha histórica para a cooperativa».
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