A Brecha, do escritor açoriano João Pedro Porto, vai chegar às livrarias na sexta-feira, dia 21 de abril, pela Quetzal Editores.
O conteúdo de A Brecha é importante mas mais importante é o seu tom, a sua forma. João Pedro Porto faz uma notável exploração da linguagem, resultando numa obra que vive de poesia, prosa e dramaturgia. Um santuário da Língua onde se aliam o contemporâneo e a memória.
«A memória é assim feita através do critério dos homens de poder. Se os bárbaros estiverem no poder, serão esses que farão a História e, nessa História, as barbaridades não serão mais do que as mais contadas venturas dos heróis, repetidas às crianças nos leitos, pintadas nos frescos e nas abóbadas do sonho e do fantasmagórico. Ora, o que se entende por poder será mais de nuvens do que esta tão simples consideração.»
Sobre João Pedro Porto, Valter Hugo Mãe disse: «Um dos mais exuberantes novos autores portugueses. (…) No universo da ficção, estou convencido de que a literatura portuguesa não conseguia ninguém assim desde Vitorino Nemésio (…) Sabemos que lemos um moço de 30 anos mas reverberam séculos nas suas construções, admiravelmente eruditas na junção do que é literário e do que poderia ser recolhido nas praças mais maduras.»
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